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terça-feira, 12 de julho de 2011

Trovões.


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Que malditos os dias que se antecedem o meu nascimento! Não quero mais rever essa cena que me pegaram vivendo por ai, sentado num sofá e observando a vida passar. O mais improvável que seja, eu sempre me pego nessa mesma cena, buscando sempre em um canto ou outro um motivo maior ou menor que seja pra que eu continue nessa melancolia sem tamanho ou aperte o freio do motor velho, que não pára.
E eu não consigo parar. Depois da primeira lágrima, fica difícil dizer o 'porquê' da segunda. E vem a terceira, a quarta e o pranto se completa, por inteiro. Não dar pra abrir os olhos totalmente quando se está nessa condição. Existem saídas que nem sempre são aconselháveis para quem um dia entrou nessa dramaturgia sem saídas. Mas há razões que poderiam explicar o inexplicável dessas paixões sem medidas que nos tomam por inteiro nas tardes de domingo ou noites de segundas-feiras.
Paixões ? Amores ? Amor ?
Por que pra mim, na maioria das vezes, as coisas deveriam ser entendidas pela lógica, como na recíprocidade, por exemplo. Mas nem sempre o óbvio funciona assim: 'Sou um espelho e reflito aquilo que você refletir'. Nem sempre plantamos manga e colhemos manga, quase sempre plantamos frutos e colhemos raízes, por que será que é tão dificil domesticar um sentimento que aos olhos alheios deveria ser no mínimo terno ?
É dificil controlar sentimentos avassaladores, principalmente quando o sentimento vem de nós, pra nós e sob nós. Mais difícil ainda é encontrar nele a resposta do outro. Porquê se já negamos outrora o sentimento alheio por quê queremos que o alheio aceite o nosso ?
Existem situações, como essas, de estar sentado no sofá observando a vida passar, que não passam de situações corriqueiras de quem não quer nada. Contudo, há situações da mesma granditude que escondem por trás uma história que nem sendo contada pelo mais minucioso cineasta conseguiriam ser mostradas de forma exata.
Nem lágrimas, nem dores, nem paixões, tampouco amores seriam palavras de um mesmo poema. Já diria uma grande poetiza por ai: 'A morte do amor é ainda mais triste que a própria morte.'


E que não morra. [...]

Um comentário:

Um homem em volta do mundo... disse...

Olha, olha eu por aqui...rsrs... Pois é... Escolhi algumas palavras do seu texto para comentar... "Ás vezes plantamos frutos e colhemos raízes"... Existem várias passagens bíblicas que retratam a Lei da Semeadura, e se de todos os textos alguém puder extrair uma conclusão seria essa: Fazer sempre o bem, porque aquilo que você não conseguir colher nessa vida irá colher em outra."Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabe qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas" (Eclesiastes 11.6).
Bons frutos o leve... Abraço!

http://umhomememvoltadomundo.blogspot.com/