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segunda-feira, 11 de março de 2013

Eu mesmo.

De leve me fitei como pena, abstraindo meus indesejáveis pensamentos sobre a pessoas e seus monopólios. Tive que me fazer assim mesmo, como andam vendo por ai. E eu garanto que não existe mais o brilho nos olhos, nem o ar juvenil que me cercava há alguns anos. Me resta essa vontade boba de seguir adiante, de me prender aos acasos e as ideias (muitas) corriqueiras da vida bandida (ou não) que tenho vivido.
E me revoltei também. Me revoltei com as efemeridades, e com o meu pior inimigo: eu mesmo. Me revoltei porque 'eu mesmo' anda muito saidinho por ai, e fala demais, e prega demais, e não vê nada cheio, tudo vazio. 
Mas a vida tem dessas, a noite também. E tenho me encontrado muito menos com 'eu mesmo' ultimamente. Geralmente no espelho pela manhã, quando noto que ele anda com olheiras mais profundas, pouco cabelo e sorriso curto. Às vezes ele aparece em fotos minhas de ousado, e toma conta de toda minha publicidade, maldito! E às vezes ele não toma café, e quando quer tomar, toma uma garrafa-térmica inteira. Ele é preguiçoso e não me deixa levantar de manhã cedo pra varrer o quintal, mas ele tá ficando fraco. Eu sinto isso. Vezes ou outra quando a gente se bate num relance de uma luz qualquer, fito ele na sombra. Tá mais curvo, com aspecto de velho, sabe? Daqueles que já anda precisando de uma bengala pra se equilibrar. E eu percebo que ele é bem sozinho. E lida bem com a solidão, porque já não se importa. E é até melhor que o seja assim, porque ele é uma péssima companhia. Tem mania de falar demais, e quase nunca deixa a gente falar. Fico pasmo porque enquanto eu sou tão observador e critico ele teima em abrir a boca num canhão e soltar bombas sem nem ao menos mirar o cabo. E nossa! É inconveniente isso! Só quem já viu, sabe. No fundo eu acredito que ele tem algo de humano, porque percebo no fundo dos olhos (quando a gente se encontra no espelho) que existe ingenuidade, carência, medo, covardia, coisas intrínsecas da natureza humana. Isso me tranquiliza um pouco, mas me dá dó quando penso em matá-lo.
Mas na verdade, tudo é culpa minha. Não soube domá-lo da forma correta. Não soube usá-lo ao meu favor. Fui deixando ele galgar sem cela, rédeas. E olha no que deu! 
Mas não posso culpar me, tampouco ele, coitado! Porque é um coitado. Eu e ele. Coitados, num só. 
No entanto eu acredito que talvez ele cresça (ou morra/descanse), numa noite de sono profundo. Talvez seria melhor. 
Talvez não. 

sábado, 12 de novembro de 2011

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Alguma coisa não está certa. Os dias estão ainda mais tediosos, minha solidão já não é mais um acaso, ela já faz parte de mim durante todas as horas que se seguem em qualquer dia, nublado ou não.
Já não sinto suas mãos na noite pela cama, já não sinto seu hálito na minha nuca, em todas as outras noites que se passaram com sua presença.
Aliás, todas as lembranças agora parecem tão intensas, como num filme bom, que está prestes a acabar. Qual força seria maior para suportar a perda de alguém que não se foi, que está ali te olhando? Qual força seria maior pra apagar toda lembrança tão viva, tão intensa que percorre pelo quarto, sala, cozinha, banheiro? Nenhuma força é capaz de apagar a vida de quem ainda está vivo.
Me lembro num instante ou outro daquele seu olhar, tão forte, tão ingenuo, cheio de querer, cheio de vontades. E agora? O que eu vejo em seus olhos, se não a distância, o horizonte avisando que o sol está se pondo.

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Queria te confessar tantas coisas, queria te jogar contra a parede e te ver sangrar como eu tô sangrando agora. Queria te dizer tudo aquilo que eu não te disse antes, aliás, queria acordar todo o ódio que foi afogado por todo o amor que existia aqui dentro.

Na verdade, eu te queria de novo... de novo... eu te quero de novo...
E às vezes eu não queria ter nascido, nem ter que ter vivido tudo isso...

O que me conforta, é que em algum momento eu fui parte da sua vida, de você. E isso, nem você, nem eu podemos arrancar.

Vou sentir sua falta...
Muita...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

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Nao estou assim tao familiarizado com os seus olhares distantes. E essas coisas nao me seguram de fato. Me voam longe e me traz pra essa realidade chata da insegurança. Me acorda mais de uma vez e me nao me deixa dormir na noite mais calma e tranquila...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Te dou espaço.

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"Te dou espaço. Espaço pra conquistar aquilo que parece tão vulnerável aos meus olhos. Te dou espaço pra me fazer acreditar que os dias de sol virão, e que eu não precisarei mais chorar em vão durante os dias que se passaram. Te douespaço pra me fazer me sentir seu e de mais ninguém. Apesar de quê de ninguém eu nunca fui, só seu. Te douespaço pra buscar em mim aquele encanto, o brilho nos olhos, as boas memórias, as lindas fotos e todos os planos que estão tão vivos em mim que eu nunca pensei que estariam assim, tão vivos. Te dou espaço pra você fazer de mim o seu primeiro, pra você usar minhas cores e anular as suas. Te douespaço pra lembrar das vezes em que eu chorei, chorei, chorei até faltar vazio em mim e fui no fundo, no profundo do meu âmago, só pra merecer teus carinhos, teus gemidos, tua língua, teu prazer, teu sorriso, tua atenção, teu apreço. Te douespaço pra pertencer a mim. Pra lembrar que fiz pirraça, cena, novela e decorei um texto pra que nada desse errado. Te douespaço, por fim, pra abrir o peito, ouvir minha canção, cortar seus cabelos, trocar de canal, falar 'aquela frase', fazer planos pra mim, escolher um filme pra nós dois, ser minha companhia em todos os momentos, ir à aquele 'show', usar 'aquela' blusa, pensar em mim, no que construímos, no que alcançamos, pra me amar de verdade. E por fim, ter a certeza de que às vezes nem tudo é pra sempre, mas lutar por um amor que quer ser pra sempre vale a pena, por que amor unilateral na vida da gente, só existe uma só vez. "

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reticências...


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Não quero pensar nas reticências que todas às vezes me levaram a lugares que nem eu mesmo sei. Não quero pensar nas possibilidades que nos envolve todas as vezes que pensamos em desistir de toda uma história escrita a diamantes. Não queria que tu fosses embora nunca... Queria caminhar contigo ao meu lado em dias nublados, caminhar contigo no meio da noite... Queria escrever mil canções que envolvesse todas as sensações que me percorrem o corpo quando me deleito na tua presença. Queria acordar no meio de um temporal, coberto por teus braços, por que tu és tudo que eu peço.

Quero que fuja comigo e que me peça pra ficar em silêncio se por ventura meus lábios teimosos ousarem dizer alguma outra coisa que nossos olhos já os disseram. Quero seguir em frente com a certeza que te terei sempre ao meu lado, de tal maneira a nos sentirmos um só nessa aventura que a vida é.

Quero passar dias em claro olhando pro teu sorriso e admirando a tua capacidade de arruinar a minha tristeza só com o teu sorrir. Poderia dizer todos os verbos que me agilizam o peito quando me sinto amado por ti.

Mas não seriam suficientes. Por que nada é suficiente. Nada me sacia. A não ser você, todos os dias. [...]

Trovões.


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Que malditos os dias que se antecedem o meu nascimento! Não quero mais rever essa cena que me pegaram vivendo por ai, sentado num sofá e observando a vida passar. O mais improvável que seja, eu sempre me pego nessa mesma cena, buscando sempre em um canto ou outro um motivo maior ou menor que seja pra que eu continue nessa melancolia sem tamanho ou aperte o freio do motor velho, que não pára.
E eu não consigo parar. Depois da primeira lágrima, fica difícil dizer o 'porquê' da segunda. E vem a terceira, a quarta e o pranto se completa, por inteiro. Não dar pra abrir os olhos totalmente quando se está nessa condição. Existem saídas que nem sempre são aconselháveis para quem um dia entrou nessa dramaturgia sem saídas. Mas há razões que poderiam explicar o inexplicável dessas paixões sem medidas que nos tomam por inteiro nas tardes de domingo ou noites de segundas-feiras.
Paixões ? Amores ? Amor ?
Por que pra mim, na maioria das vezes, as coisas deveriam ser entendidas pela lógica, como na recíprocidade, por exemplo. Mas nem sempre o óbvio funciona assim: 'Sou um espelho e reflito aquilo que você refletir'. Nem sempre plantamos manga e colhemos manga, quase sempre plantamos frutos e colhemos raízes, por que será que é tão dificil domesticar um sentimento que aos olhos alheios deveria ser no mínimo terno ?
É dificil controlar sentimentos avassaladores, principalmente quando o sentimento vem de nós, pra nós e sob nós. Mais difícil ainda é encontrar nele a resposta do outro. Porquê se já negamos outrora o sentimento alheio por quê queremos que o alheio aceite o nosso ?
Existem situações, como essas, de estar sentado no sofá observando a vida passar, que não passam de situações corriqueiras de quem não quer nada. Contudo, há situações da mesma granditude que escondem por trás uma história que nem sendo contada pelo mais minucioso cineasta conseguiriam ser mostradas de forma exata.
Nem lágrimas, nem dores, nem paixões, tampouco amores seriam palavras de um mesmo poema. Já diria uma grande poetiza por ai: 'A morte do amor é ainda mais triste que a própria morte.'


E que não morra. [...]

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Carta...


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Isso. Foi uma carta.

[...]

Alguém,

Não contive minha vontade de escrever, e como faz tempo que eu não escrevo, tive que vir aqui e dissertar a respeito de algo que sutilmente me aconteceu durante há alguns dias.

Descobri sem mais nem menos que tenho um vicio muito perigoso. Até hoje eu não sei definir qual o conceito de ‘perigoso’ nesse contexto. Ao mesmo tempo em que o ‘perigo’ me parece algo tão instigante e convidativo. Mas me deixe falar um pouco mais sobre tal conclusão.

Pus-me a pensar um bocado a respeito do que se passou. E me revi em diferentes momentos da vida, principalmente dos momentos um pouco mais recentes e percebi que diversas vezes fui teimoso em relação as minhas atitudes. Não posso negar que errei muitas vezes por tomar caminhos que eram impulsionados pela emoção instantânea. E que nessas situações causei um problema que poderia ser resolvido pelo próprio tempo que se passa despercebido.

Confesso que também deixei de prestar atenção nas minhas atitudes e me fiz enxergar o tempo não mais como um aliado, mas sim como um inimigo que me destruía sem que eu percebesse. Fui orgulhoso em não deixar que ele tomasse as rédeas do meu destino, e fui assim tomando minhas decisões sem sequer pensar nas conseqüências que elas poderiam causar. Não acho que fui irresponsável ou imaturo. Talvez eu estivesse cético demais ou simplesmente cego a toda realidade que me cercava.

Acredito que não devo pedir perdão ao tempo, nem tampouco a mim mesmo. Preciso dar ao tempo um tempo para que as coisas se adéqüem como devem ser adequadas. E quanto a mim mesmo, preciso me perdoar por ter tido essas ações.

Bom, aonde eu quero chegar?

Não vou dizer que tenho medo, nem vou dizer que eu estou insatisfeito. Já chega dessas palavras-chaves que sempre nos remetem aos mesmos lugares e as mesmas situações. Na realidade o que eu preciso mesmo é deixar de lado as minhas armaduras que mesmo em volta de tanto teatro melodramático, sempre estiveram presentes dentro do meu ser, me impedindo de ver a vida da forma mais bela e feliz que deve ser vista.

A real é que o sentimento que percorre o meu corpo nesses últimos dias e nesse exato momento, é um sentimento de mais puro desabafo. Como se todas as minhas vontades e anseios soltassem pelos meus dedos em forma de palavras aos borbotões. Sinto falta desse ‘eu’ que fora sufocado pelas ocasiões de mais pura tristeza e decepções de ambas as partes. O que eu quero dizer é que sinto falta quando me sentava diante do papel e deixava que meu sentimento fosse debulhado aqui da forma mais sublime, pura e você pode contestar isso relendo todas as minhas cartas e palavras que foram direcionadas a você em diferentes estações dentro da nossa história.

Quero te dizer que a chama que percorria aquele garoto que você conheceu a pouco mais de um ano ainda continua acesa, e tão clara como nunca. Que ainda me encanto com o seu sorriso e com o seu olhar. Que você continua sendo a pessoa mais linda dentre todas as outras que existem e percorrem pela minha vida. Você continua sendo único e suficiente dentro da minha existência.

Quero te dizer que ainda sou grato a Deus pela sua existência e pela oportunidade que Ele me deu de ter deixado você fazer parte da minha história aqui nessa vida. E que eu amo a sua voz, o teu cheiro, teu calor, tua companhia e todas as coisas que provém de você.

Queria tanto que você pudesse sentir pelo menos um terço de tudo o que eu sinto pra que você pudesse entender quando eu digo que existem situações tão pequenas, tão insignificantes que não chegam nem aos pés de todo o inteiro que existe dentro de mim. Confesso a você que sou humano, e na realidade dura de todos nós, humanos que somos, erramos de todas as formas, a todo o momento mesmo que busquemos a todo instante a perfeição.

Não tenho a mesma prática de antes nas minhas palavras, nem tampouco nas cartas que escrevo. Mas devo admitir que toda vez que me sento aqui e penso em escrever algo direcionado a você, me vêm na cabeça tantas palavras e tantos sentimentos que fica difícil colocar tudo aquilo que eu quero dizer. E ai me limito no ‘eu te amo’, esse que você está exausta de ouvir ou ler, às vezes, mas é por que eu acredito que o amor é o sentimento mais sublime, mais nobre que existe, e o que eu sinto, não é que se resuma nele, porém é o mais próximo que eu posso dizer quando quero ser objetivo e direto à você.

Perdoe-me os meus erros e até mesmo os meus acertos. Às vezes a prática de ‘pedir perdão’ às pessoas (principalmente àquelas que a gente ama) é de suma importância no nosso crescimento espiritual. Eu sei que enche o saco toda vez que pedimos perdão e cometemos os mesmos erros. Mas praticar o ‘pedir perdão’ às vezes é a única saída para uma alma inquieta e cheia de culpa.

Acredite, você é a pessoa que eu amo. Você é a pessoa que eu quero. Sem sombra de dúvidas.

Você é meu vicio. Um vicio mal administrado, mas meu vicio. Preciso de mais de uma dose de você todos os dias. E se você se apegasse nessa realidade, veria que as coisas fluiriam da forma mais simples que poderia de fato fluir...

Fillipe Sampaio.

[...]