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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dia e Noite, Céu e Mar.


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Eu teria mil motivos pra dizer que a gente não se parece,
que não temos nada assim tão incomum.
Teria mil motivos pra dizer que a vida não tá tão boa,

Que um dia qualquer é como qualquer um
Poderia escrever até me cansar o quanto espero em ti
quanto quantas vezes eu me dou conta que nada existiria se não fosse
pelo doce milagre da tua existencia, e permanencia em mim.

Deixaria de lado os meus medos
e seguraria nos teus dedos
Meu amor, não se pode brincar de se conhecer
por que de fato a gente nunca se conhece
e quando se ama não se pode esconder
que a loucura de não conseguir entender simplesmente acontece
Na minha eterna fissura de que você não entende.
Não tem noção de quanto meu peito pula.
Meu coração estremesse,
Só quando estou perto de você.
Um sentimento tão grande, que anula
Que me faz eternamente te merecer.


Se deliciar na luz do luar
Buscar em seus olhos as ondas do mar
No horizonte da tua alma
buscar minha calma
E sentir no teu peito

A certeza do amor já feito
Por que eu sei
que além de mim
existe você
querendo enfim
Nos meus braços se esconder;


E quando o escuro clariar
e noite, dia virar
Não se esqueça
Que a estrela que desapareça
É o meu amor escondido
por mais que seja bandido
Estará sempre lá
irradiando minha vontade eterna de te amar;






Autor: Fillipe Sampaio.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Aniquilação.


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O dia ta nublado, e frio. Ontem neblinou e fumaçou o céu; a rua ficou fosca e gelada. E não existem situações tão inspiradora também, como essas. Noites de verão cobertas de inverno, e eu aqui, mais uma vez escrevendo pra vocês. rs
Bom, do que eu vim falar aqui hoje ? ... Vim compartilhar com vocês uma nova fase crucial dessa minha insignificante existência: a aniquilação.
Entendam vocês que quando não se há mais nada a fazer, não se pode fazer mais nada.; já dizia a inesquecível Clarice Lispector, que com toda sabedoria extra terrestre disse em suas sábias palavras que o homem, às vezes, é vencido pelo cansaço. E é exatamente disso que eu queria falar com vocês.
É complicado quando você não consegue equilibrar tudo aquilo que vive dentro de você. É como um leite no fogo. Temos que estar sempre a espreita, observando-o, por que a qualquer momento ele erude, e ai, se não apagarmos ou diminuirmos a chama antes disso, ele meleca tudo. E o que nos cabe a fazer ? Duas alternativas. À melecada, limpá-la; ao leite, esquecer do resto que caiu, por que não se pode fazer mais nada com o que se perdeu. Em compensação tomar o que restou e ganhar a sabedoria em saber a hora exata de desligar a chama.
E é exatamente assim que me sinto hoje. Sinto-me na obrigação de saber a hora certa de desligar a chama, por que não quero continuar a perder o leite, nem tampouco ficar a vida inteira limpando o fogão. rs
Metáfora ridícula, eu sei caros leitores. Mas onde realmente eu quero chegar com tudo isso ?
Troca de experiências, nunca é demais; afinal de contas é olhando o outro que se aprende a viver; ou, é vivendo e errando que se consegue chegar ao 'acerto'. Entendam mais uma vez vocês, que talvez tudo isso que eu digo aqui seja um desabafo. É importante colocar em folhas limpas o que se aprende, o que se vive. Para mim é uma terapia, por que depois de duas semanas, eu releio isso aqui e revejo-me com outros olhos. Percebo que a mudança é continua, e que os erros sempre voltam aos mesmos erros, que as intensidades das caídas sempre diminuem, por que os joelhos calejam.
Afinal de contas do erro alheio se tira o prudente conselho, e assim por diante.

...

Bom, para continuar o restante do desabafo, eu tenho uma coisa a confessar.
Eu realmente tenho me segurado para não mais sofrer com situações alheias. Eu realmente tenho tentado ser empático, porém, observando sempre a ferida que existe em meu peito e tentando não mais expô-la. Tenho tentado não vivenciar mais as mesmas situações; tentado não mais me vincular a uma felicidade que supostamente, distante de mim, NUNCA existirá, por que hoje, eu tenho buscado incansavelmente uma felicidade terna, pouca, porém, constante, dentro de mim mesmo.
Talvez de fato eu nunca a encontre, mas a euforia de tentar achá-la consome a minha tristeza. Por que toda vez em que meus olhos cansados ousam se encher de lágrimas e pensam em transbordá-las, toda vez que meu coração aperta e me angustia o peito, toda vez em que minhas mãos ficam extremamente geladas e os meus dedos enrigessem, me ponho na condição de introspectivo e busco aleatoriamente pela vontade inestimável de encontrar alguma felicidade pouca, estável, que me conforte.
De qualquer forma, caros leitores, em toda essa melancolia sem tamanho, acredito que estou chegando perto da razão, sem ter que arrancar do peito todo o sentimento que ainda exista nele. Afinal de contas, tenho visto que, a razão nada mais é do que um equilíbrio sentimental; é quando você entende que existe sim algo dentro de você que corrói, que angustia, que amedronta, mas você simplesmente aniquila esse sentimento, mostrando à sua volta somente uma superficialidade de toda a indiferença em dar domínio à usura em sentir.

Talvez olhando dentro dos olhos, outros com a sensibilidade de um espírito, consiga enxergar toda a inquietação. Entretanto, são poucos que conseguem enxergar além de uma iris e chegar no firmamento de uma alma.

sábado, 16 de outubro de 2010

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Quando simplesmente nos damos conta de que as pessoas se sentem de formas diferentes e agem de formas diferentes quando sentem. E é justamente nesses momentos que temos a vontade de estarmos no lugar delas e ousar saber como é agir sentindo o mesmo sentimento.


A vontade.


A vontade de ser um outro ser humano
De trás pra frente de frente pra trás
Num dilema ardentemente urbano
Em uma rotina claramente voraz

Encontrar dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora

Querer encontrar no outro a igualdade
trocar o tato pelo paladar
buscando a felicidade em um outro episódio
em que o amor é abrupdamente trocado pelo ódio

Jogar algo contrário pela porta
Deixar que se perca pela brisa gelada
mostrar a si mesmo como se corta
beijar ainda com a ferida molhada
ou simplesmente esquecer
que se um dia se amou
no outro fez-se escurecer
por que se amar clariou
é na indiferença que se faz SI* nascer.

E na transcedência da sabedoria
é que querendo ser uma outra pessoa
que se deixa a melancolia estagnada
ou retorna uma euforia
que de morta, atordoa
ou que vive sorrateiramente abalada

E assim

Encontrando dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora
Nos encontramos de frente para nós
e despeijamos toda a roupa usada
reinventamos-nos veloz
e rimos de toda uma outra palhaçada.



Autor: Fillipe Sampaio.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

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Musiquinha que eu tenho ouvido bastante. Espero que gostem.
Visto que Coldplay tem estado presente nos últimos momentos.


The Scientist

Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you

And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, Coming in tails
Heads on a science apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Don't speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh when I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)


(TRADUÇÃO)


O Cientista


Estou indo te encontrar, te dizer que eu sinto muito
Você não sabe quão adorável você é
Eu tive que encontrar você, te dizer que eu preciso de você

E te dizer que eu te deixei de lado
Me conte seus segredos e me pergunte suas dúvidas
Oh vamos voltar para o começo

Correndo em círculos, atrás de nossos rabos
Cabeças em uma ciência distante

Ninguém disse que era fácil
Oh é mesmo uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém nunca disse que seria tão difícil
Oh leve-me de volta ao começo

Eu há pouco estava adivinhando números e dígitos
Solucionando os quebra-cabeças
Questões de ciência ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração
Diga-me que me ama, volte e me assombre
Oh e eu corro para o começo

Correndo em círculos, perseguindo nossos rabos
Voltando para o que nós somos
Ninguém disse que era fácil
Oh é mesmo uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém nunca disse que seria tão difícil
Eu estou voltando para o começo

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)

Queria ser criança.

- Eu queria poder voltar a ser criança e sonhar com doces, com animaizinhos de plástico; me divertir com pouca coisa, sem me preocupar com a roupa suja ou com os pés descalsos. Queria voltar a ficar hipnotizado com todos os seres vivos e encontrar neles toda a vontade de viver. Não ter malicia e viver sempre pelado pela casa, correndo com a barriga grande de fora, nariz escorrendo e sorriso estampado no rosto. Queria brincar de água todos os dias de sol, fazendo chuva com a mangueira e vendo a água formar arco-íris pelo céu! Se melar comendo uma fruta ou iorgute, e deixar a boca suja pra que toda vez que eu passasse a lingua eu sentisse novamente o sabor gostoso de doce. Queria que a felicidade não tivesse tamanho, queria que a paixão me envergonhasse, e toda vez que alguem me perguntasse: 'Ta namorando?', eu me escondesse por detrás dos meus dedinhos e sorrisse exorbitadamente fazendo todo mundo rir da minha mulecada. Queria ter o sono pesado, e tranquilo... e que toda vez que eu dormisse, nunca sonhasse, só dormisse, e que nada fosse tão importante quanto meu sono. Queria só chorar quando quisesse alguma coisa, queria fazer birra quando alguém não me desse o que eu queria, e gritasse por minha mãe quando algo me incomodasse. Queria não precisar ir ao banheiro, nem tampouco escolher roupas pra vestir, ou pentear os cabelos; Queria não sentir dor de cabeça, nem dor nenhuma. Ou talvez uma única dor que curasse apenas com um xarope qualquer, e que todo mundo só quisesse me fazer feliz. Queria não me importar com que os outros pensassem sobre mim, e não me importar se eles não gostassem de mim, por que teriam outros tantos que iriam gostar. Queria não poder me apaixonar, não ficar a mercêr de ninguém, queria não depositar expectativas para minha felicidade em seres humanos, queria que a minha felicidade fosse sempre depositada em algo novo, ou qualquer descoberta corriqueira, que me fizesse o coração pular de alegria; que meu riso fosse estatalado, daqueles que mostram todos os dentes e faz um barulhinho gostoso, queria que minha única paixão fossem os meus pais, ou não, queria que a minha única paixão fosse a doce vontade de viver e conhecer todas as coisas e me divertir com todas elas. Sem nenhuma maldade, com toda a ingenuidade e doçura de uma criança. Eu queria ... Autor: Fillipe Sampaio.

sábado, 9 de outubro de 2010

inspiração.

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Um amigo me disse que quase sempre a gente cria bloqueios sentimentais na cabeça, devido as experiências já adquiridas na vida. E quase não nos permitimos a sentir algo tão substancial quanto a própria vida.
Que todos nós temos uma defesa, e também quase sempre buscamos uma pessoa mais forte pra depositar toda nossa segurança. O fato é que a vida não deveria ser assim, tampouco o amor.
O amor deve ser um sentimento sem algemas. Deve ser sereno, tranquilo e completamente confiável. Deve ser a flor da pele, mas na flor da pele mesmo. Deve ser um carinho suave, quase como passar a mão de leve na face de um lenço branco de seda. O amor preenche, alimenta. O amor não deveria nos deixar com fome.
Se desfazer de algo tão substâncial quanto o amor é completamente dificil. Não tiro o mérito dele, quando disse que 'o importante é começar'. Mas pensar em tirar um amor, é a mesma coisa de pensar em tirar o coração do peito. Não é só um orgão, acreditem, o coração sente, e sente tanto, que só de pensar na possibilidade de arrancar alguém que o faz bater ele se contrai e automaticamente aperta o peito.
Caros leitores, quase um desabafo aqui, eu sei. Mas é que ontem eu me senti mal quando alguém me disse: 'me ame menos'. Eu precisava vir aqui, e dizer que, não vou deixar de amar menos, e se for preciso, sofrerei até a última gota de lágrima viva em meus olhos, deixarei meu coração apertar de medo, deixarei minha mente voar por toda floresta escura, e se for preciso me aniquilarei. Mas se um dia, eu me cansar. Se um dia, esse amor se desvairar, eu levantarei ainda mais forte, por mais fraco que ele me deixe, eu tentarei seguir a vida com todo o amor que Deus me deu, mas com a convicção que eu amei até a morte do amor.

Por fim, deixo o que ele me disse, que Fernando Pessoa disse:

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

... / continua /

Autor: Fillipe Sampaio / inspirado por dêdê.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010