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03 de Dezembro de 2008.
As palavras marcam profundamente a alma.
Se transformam pela razão ou pela emoção
Relutam entre si; a pele e acalma
Transformam e liberta qualquer grande nação.
São ditas quase sem nenhum medo
Ou por medo quase não são ditas
Escondem por detrás um grande segredo
Serenas ou quase que malditas.
Algumas relutam em sair
Caem, levantam e transcende num olhar
Até na vontade de destruir
Com toda destreza; engasgam a vontade de amar.
Todas tem a própria vontade
Saem sem nem mesmo um permitir
Um grito, uma saudade
Uma loucura e um sair
Sussurradas são doces como mel
Tem sabor, textura, forma e cor
Outras são ditas para o céu
E na maioria, ditas por amor
E quando faladas por um deus
toma a forma de existência
dizem até sobre os milagres seus
ou confirmam valores exatos da ciência
Uma meia palavra, uma palavra e meia.
Palavra boba, palavra inteira
Ou aquela que permeia
Que é dita como um queira
Pra bom entendedor
Meia palavra basta!
Pra aquele bom amor
Nem qualquer uma e encaixa.
Se dita uma vez
Não é dita novamente
Se dita mais de três
Torna-se quase convincente.
Apenas dita ou gritada, falada, sussurrada
Se arrepender é quase um vazio
Olha só! Eu tenho uma palavra!
Que pena! Desceu pelo funil. [...]