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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SÓBRIO.

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"Sóbrio". Foi a palavra que eu nunca mais ouvi dizer nem tampouco vivida.
E por mais que louco era o prazer, minha ressaca sempre foi sofrida.
Quantas vezes nas noites vaguei, varrendo a rua com as bocas das minhas calças e as estrelas com os versos das minhas valsas ?
Nunca me lembrei se quando me embreaguei era de alcool ou de amor, se era de coca ou de terror.
Me lembro que sempre me pegava com os olhos caídos e mãos duras.
Debatia sempre com homens traídos e mulheres não tão puras...
Mas ah! A escuridão! Esse sim era o meu dia ! Onde o sol se tornava lua e a noite virava dia...
Porque dizem os bêbados que a noite é sim uma criança !
Para mim, todavia, me convidava a uma dança.
E lá, nem mesmo os sons das corujas limpavam as moças tão sujas que nas minhas mãos pegavam!
Sol! Sóbrio!
Era notório que no raiar do primeiro raio do sol, a sede secava-me a garganta e os corações por fim, caleijavam.


Autor: Fillipe Sampaio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DEIXE.


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Deixe meus lábios tocarem os seus
Deixe meus olhos lembrarem dos teus
E escreva com os dedos os nossos pecados
Destinos inversos com sabores aguados
Uivando dores e cores
Chorando lembranças e amores
Deixando corpo ultrapassar teu corpo
Rogando o vivo se passar de morto

E quando se sentires só, meu amor
Que eu não te tenhas com tanto fevor
Mas que minha presença seja sentida
E minha ausência sucumbida
Por entre tua alma liberta
E minha calma encoberta
Se deslizando por fim
No meu nervoso enfim.

Autor: Fillipe Sampaio.