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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conhecer;

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Conhecendo o amor.

Eu não sabia que o amor significasse tanto.

Não concebia que o amor é feito fúria.

Impregna a alma com um eterno pranto.

Desvincula a felicidade de uma suposta luxúria.


Não entendia que acontece sereno.

Transporta alma e corpo com tanta leviandade.

Transforma o frio em calor pequeno.

E apresenta de todas as formas uma irritante saudade.


E como meus lábios fossem um dia pacatos.

Hoje se tornaram confusos e gritantes.

E em meio a lembranças e retratos.

Clamam os teus lábios em feitio de berrantes.


Embora meu corpo esteja quente quando te clama.

Fervesse quando em tua compleição se deleita.

Sussurros e juras em cima da cama,

Num mantra ininterrupto numa suposta ceita.


Se meu peito fosse tão terno quanto o teu olhar.

Não existiria tanta necessidade do seu acalanto.

Enobrece minha raia no jeito de raiar.

Faz-me escutar de leve o teu canto.


E se ainda assim não soubesse o que é o amor.

Viveria de novo e pediria pra te encontrar.

Sofreria novamente toda e qualquer dor.

E entenderia que foi você que eu nasci para amar.



Autor: Fillipe Sampaio.