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Conhecendo o amor.
Eu não sabia que o amor significasse tanto.
Não concebia que o amor é feito fúria.
Impregna a alma com um eterno pranto.
Desvincula a felicidade de uma suposta luxúria.
Não entendia que acontece sereno.
Transporta alma e corpo com tanta leviandade.
Transforma o frio em calor pequeno.
E apresenta de todas as formas uma irritante saudade.
E como meus lábios fossem um dia pacatos.
Hoje se tornaram confusos e gritantes.
E em meio a lembranças e retratos.
Clamam os teus lábios em feitio de berrantes.
Embora meu corpo esteja quente quando te clama.
Fervesse quando em tua compleição se deleita.
Sussurros e juras em cima da cama,
Num mantra ininterrupto numa suposta ceita.
Se meu peito fosse tão terno quanto o teu olhar.
Não existiria tanta necessidade do seu acalanto.
Enobrece minha raia no jeito de raiar.
Faz-me escutar de leve o teu canto.
E se ainda assim não soubesse o que é o amor.
Viveria de novo e pediria pra te encontrar.
Sofreria novamente toda e qualquer dor.
E entenderia que foi você que eu nasci para amar.