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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

...


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E então tais questões tomaram conta dos meus dias. Questões que não me sossegam, que não se respondem; que flutuam o tempo inteiro nos balões. São questões, insolucionáveis !


Meus olhos perderam o foco, ficam bêbados ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Meus lábios perderam o sabor, e agora tem sabor nenhum e ousa sempre sorrir ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Minhas mãos perderam a coordenação, vagam inusitadamente pelo meu corpo de horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões.


É tão confuso não pensar ou pensar. É tão confuso, tudo tão confuso, e tão claro ao mesmo tempo.


E eu queria saber do clima... Você vai sentir minha falta ? Tenho medo que um dia chegue e que você não saiba meu nome, para jogarmos de novo.


Acredite, você é mais do que uma melodia, e mesmo assim eu canto.


Volte atrás, vire-se.


Às vezes me sinto um pouco só e você nunca está por perto.
Às vezes eu me sinto um pouco exausto de ouvir o som das minhas lágrimas.
Às vezes me stresso quando penso no melhor dos dias que se passaram.
Às vezes eu me sinto um pouco de medo e então vejo o seu olhar.
De vez em quando eu caio em prantos.
Às vezes eu me sinto um pouco sem ar, e sonho com algo selvagem.
De vez em quando eu preciso de ajuda e me deito como criança sem seus braços.
Às vezes sinto um pouco com raiva e sei que tenho que sair e chorar.


E eu preciso de você essa noite, eu preciso de você mais do que nunca e se você simplesmente me abraçar forte nós ficaremos abraçados para sempre. E estaremos somente fazendo o certo porque nunca estaremos errados. Juntos nós poderemos levar isso até o limite por que seu amor é como uma sombra sobre mim o tempo todo.

Eu não sei o que fazer, estou sempre no escuro, estamos vivendo em um barril de pólvora e soltando faíscas e eu realmente preciso de você esta noite. A eternidade começou hoje à noite.


"Era uma vez... eu me apaixonei" e agora eu estou simplesmente desabando. Não há nada que eu possa fazer.

Durante algum tempo houve luz na minha vida e agora só há amor obscurecido.
Nada que eu possa dizer.


Às vezes eu sei que você nunca será a pessoa que sempre quis ser.
Às vezes sei que você sempre será a única pessoa que me aceita como eu sou.
E então eu sei que não há ninguém no universo tão mágico e maravilhoso quanto você
Às vezes eu descubro que não há nada melhor e não há nada que eu não possa fazer.



/total eclipse the heart/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Decalco.

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Tenho tantos motivos para não mais estar. Tantos motivos pra me perder pela cidade em busca de algo. Tantos motivos que às vezes nem eu mesmo sei.

Eu me perdi diversas vezes e me busquei também. Me olhei no espelho e sempre via alguém que eu precisava cuidar, mas só não sabia como. Me ajoelhei no chão do quarto e olhei pro teto buscando o céu, olhei pro céu buscando Deus e olhei pra Deus buscando misericórdia.

E assim fui desenhando/escrevendo a minha história, essas que por diversas vezes vocês lêem por aqui ou por ai, ou vão continuar lendo. Nas minhas palavras, o verbo. Nas entrelinhas delas, a minha alma.

Sempre me escondi em tantas máscaras, sempre me pus na condição de artista do meu próprio teatro e talvez eu fosse feliz. Ou talvez a felicidade naquela época também era uma outra máscara que diversas vezes caía e se refazia por entre os roteiros ensaiados. Era temporária, rápida, instantânea, quase do tamanho de um momento, do presente que é tão curto. Nunca precisei buscá-la, por que ela sempre se fazia presente nas oportunidades que eu criava. Porém, não é mais assim. Eu cresci e crescer dói, e vai continuar doendo por que eu continuo crescendo a cada segundo que passa. E nesses segundos que passam, também acabam-se os roteiros, cansam-se as máscaras, entediam a platéia. Surge a realidade, e na realidade não existem máscaras, a não ser as das festas a fantasia. Não consigo mais usar máscaras. Não tenho mais o controle que deveras eu tinha, por que me sentia na condição de autor/diretor da minha própria história. Hoje, às vezes, me sinto como simples telespectador de tudo, aspirante de tantas coisas, e minha vida cada vez mais distante de mim.
Alguns devem pensar: 'Que pecado!', eu digo que não faço apologias a coisa alguma. Eu simplesmente me descasco aqui, independente de qualquer visão alheia, por que mesmo sendo ouvinte dos meus próprios pensamentos e decisões, ainda sou critico. E me decalco diversas vezes, por que sei que dentro de mim, existe algo que precisa ser resgatado.

Alguma coisa em mim se preocupa comigo. Alguma coisa em mim me põe no colo e me abraça às vezes quando estou na cama, embaraçado nas minhas lágrimas, sufocado com os meus gritos e amedrontado pelo o meu choro. E por mais que às vezes pareça muito maior o que sinto do que a minha própria vontade, eu sei que eu preciso ficar bem. Não por ninguem, mas pelo pouco de mim que existe aqui dentro.

Autor: Fillipe Sampaio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dia e Noite, Céu e Mar.


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Eu teria mil motivos pra dizer que a gente não se parece,
que não temos nada assim tão incomum.
Teria mil motivos pra dizer que a vida não tá tão boa,

Que um dia qualquer é como qualquer um
Poderia escrever até me cansar o quanto espero em ti
quanto quantas vezes eu me dou conta que nada existiria se não fosse
pelo doce milagre da tua existencia, e permanencia em mim.

Deixaria de lado os meus medos
e seguraria nos teus dedos
Meu amor, não se pode brincar de se conhecer
por que de fato a gente nunca se conhece
e quando se ama não se pode esconder
que a loucura de não conseguir entender simplesmente acontece
Na minha eterna fissura de que você não entende.
Não tem noção de quanto meu peito pula.
Meu coração estremesse,
Só quando estou perto de você.
Um sentimento tão grande, que anula
Que me faz eternamente te merecer.


Se deliciar na luz do luar
Buscar em seus olhos as ondas do mar
No horizonte da tua alma
buscar minha calma
E sentir no teu peito

A certeza do amor já feito
Por que eu sei
que além de mim
existe você
querendo enfim
Nos meus braços se esconder;


E quando o escuro clariar
e noite, dia virar
Não se esqueça
Que a estrela que desapareça
É o meu amor escondido
por mais que seja bandido
Estará sempre lá
irradiando minha vontade eterna de te amar;






Autor: Fillipe Sampaio.


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Aniquilação.


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O dia ta nublado, e frio. Ontem neblinou e fumaçou o céu; a rua ficou fosca e gelada. E não existem situações tão inspiradora também, como essas. Noites de verão cobertas de inverno, e eu aqui, mais uma vez escrevendo pra vocês. rs
Bom, do que eu vim falar aqui hoje ? ... Vim compartilhar com vocês uma nova fase crucial dessa minha insignificante existência: a aniquilação.
Entendam vocês que quando não se há mais nada a fazer, não se pode fazer mais nada.; já dizia a inesquecível Clarice Lispector, que com toda sabedoria extra terrestre disse em suas sábias palavras que o homem, às vezes, é vencido pelo cansaço. E é exatamente disso que eu queria falar com vocês.
É complicado quando você não consegue equilibrar tudo aquilo que vive dentro de você. É como um leite no fogo. Temos que estar sempre a espreita, observando-o, por que a qualquer momento ele erude, e ai, se não apagarmos ou diminuirmos a chama antes disso, ele meleca tudo. E o que nos cabe a fazer ? Duas alternativas. À melecada, limpá-la; ao leite, esquecer do resto que caiu, por que não se pode fazer mais nada com o que se perdeu. Em compensação tomar o que restou e ganhar a sabedoria em saber a hora exata de desligar a chama.
E é exatamente assim que me sinto hoje. Sinto-me na obrigação de saber a hora certa de desligar a chama, por que não quero continuar a perder o leite, nem tampouco ficar a vida inteira limpando o fogão. rs
Metáfora ridícula, eu sei caros leitores. Mas onde realmente eu quero chegar com tudo isso ?
Troca de experiências, nunca é demais; afinal de contas é olhando o outro que se aprende a viver; ou, é vivendo e errando que se consegue chegar ao 'acerto'. Entendam mais uma vez vocês, que talvez tudo isso que eu digo aqui seja um desabafo. É importante colocar em folhas limpas o que se aprende, o que se vive. Para mim é uma terapia, por que depois de duas semanas, eu releio isso aqui e revejo-me com outros olhos. Percebo que a mudança é continua, e que os erros sempre voltam aos mesmos erros, que as intensidades das caídas sempre diminuem, por que os joelhos calejam.
Afinal de contas do erro alheio se tira o prudente conselho, e assim por diante.

...

Bom, para continuar o restante do desabafo, eu tenho uma coisa a confessar.
Eu realmente tenho me segurado para não mais sofrer com situações alheias. Eu realmente tenho tentado ser empático, porém, observando sempre a ferida que existe em meu peito e tentando não mais expô-la. Tenho tentado não vivenciar mais as mesmas situações; tentado não mais me vincular a uma felicidade que supostamente, distante de mim, NUNCA existirá, por que hoje, eu tenho buscado incansavelmente uma felicidade terna, pouca, porém, constante, dentro de mim mesmo.
Talvez de fato eu nunca a encontre, mas a euforia de tentar achá-la consome a minha tristeza. Por que toda vez em que meus olhos cansados ousam se encher de lágrimas e pensam em transbordá-las, toda vez que meu coração aperta e me angustia o peito, toda vez em que minhas mãos ficam extremamente geladas e os meus dedos enrigessem, me ponho na condição de introspectivo e busco aleatoriamente pela vontade inestimável de encontrar alguma felicidade pouca, estável, que me conforte.
De qualquer forma, caros leitores, em toda essa melancolia sem tamanho, acredito que estou chegando perto da razão, sem ter que arrancar do peito todo o sentimento que ainda exista nele. Afinal de contas, tenho visto que, a razão nada mais é do que um equilíbrio sentimental; é quando você entende que existe sim algo dentro de você que corrói, que angustia, que amedronta, mas você simplesmente aniquila esse sentimento, mostrando à sua volta somente uma superficialidade de toda a indiferença em dar domínio à usura em sentir.

Talvez olhando dentro dos olhos, outros com a sensibilidade de um espírito, consiga enxergar toda a inquietação. Entretanto, são poucos que conseguem enxergar além de uma iris e chegar no firmamento de uma alma.

sábado, 16 de outubro de 2010

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Quando simplesmente nos damos conta de que as pessoas se sentem de formas diferentes e agem de formas diferentes quando sentem. E é justamente nesses momentos que temos a vontade de estarmos no lugar delas e ousar saber como é agir sentindo o mesmo sentimento.


A vontade.


A vontade de ser um outro ser humano
De trás pra frente de frente pra trás
Num dilema ardentemente urbano
Em uma rotina claramente voraz

Encontrar dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora

Querer encontrar no outro a igualdade
trocar o tato pelo paladar
buscando a felicidade em um outro episódio
em que o amor é abrupdamente trocado pelo ódio

Jogar algo contrário pela porta
Deixar que se perca pela brisa gelada
mostrar a si mesmo como se corta
beijar ainda com a ferida molhada
ou simplesmente esquecer
que se um dia se amou
no outro fez-se escurecer
por que se amar clariou
é na indiferença que se faz SI* nascer.

E na transcedência da sabedoria
é que querendo ser uma outra pessoa
que se deixa a melancolia estagnada
ou retorna uma euforia
que de morta, atordoa
ou que vive sorrateiramente abalada

E assim

Encontrando dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora
Nos encontramos de frente para nós
e despeijamos toda a roupa usada
reinventamos-nos veloz
e rimos de toda uma outra palhaçada.



Autor: Fillipe Sampaio.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

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Musiquinha que eu tenho ouvido bastante. Espero que gostem.
Visto que Coldplay tem estado presente nos últimos momentos.


The Scientist

Come up to meet you, tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you

And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, Coming in tails
Heads on a science apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Don't speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh when I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)


(TRADUÇÃO)


O Cientista


Estou indo te encontrar, te dizer que eu sinto muito
Você não sabe quão adorável você é
Eu tive que encontrar você, te dizer que eu preciso de você

E te dizer que eu te deixei de lado
Me conte seus segredos e me pergunte suas dúvidas
Oh vamos voltar para o começo

Correndo em círculos, atrás de nossos rabos
Cabeças em uma ciência distante

Ninguém disse que era fácil
Oh é mesmo uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém nunca disse que seria tão difícil
Oh leve-me de volta ao começo

Eu há pouco estava adivinhando números e dígitos
Solucionando os quebra-cabeças
Questões de ciência ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração
Diga-me que me ama, volte e me assombre
Oh e eu corro para o começo

Correndo em círculos, perseguindo nossos rabos
Voltando para o que nós somos
Ninguém disse que era fácil
Oh é mesmo uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém nunca disse que seria tão difícil
Eu estou voltando para o começo

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)

Queria ser criança.

- Eu queria poder voltar a ser criança e sonhar com doces, com animaizinhos de plástico; me divertir com pouca coisa, sem me preocupar com a roupa suja ou com os pés descalsos. Queria voltar a ficar hipnotizado com todos os seres vivos e encontrar neles toda a vontade de viver. Não ter malicia e viver sempre pelado pela casa, correndo com a barriga grande de fora, nariz escorrendo e sorriso estampado no rosto. Queria brincar de água todos os dias de sol, fazendo chuva com a mangueira e vendo a água formar arco-íris pelo céu! Se melar comendo uma fruta ou iorgute, e deixar a boca suja pra que toda vez que eu passasse a lingua eu sentisse novamente o sabor gostoso de doce. Queria que a felicidade não tivesse tamanho, queria que a paixão me envergonhasse, e toda vez que alguem me perguntasse: 'Ta namorando?', eu me escondesse por detrás dos meus dedinhos e sorrisse exorbitadamente fazendo todo mundo rir da minha mulecada. Queria ter o sono pesado, e tranquilo... e que toda vez que eu dormisse, nunca sonhasse, só dormisse, e que nada fosse tão importante quanto meu sono. Queria só chorar quando quisesse alguma coisa, queria fazer birra quando alguém não me desse o que eu queria, e gritasse por minha mãe quando algo me incomodasse. Queria não precisar ir ao banheiro, nem tampouco escolher roupas pra vestir, ou pentear os cabelos; Queria não sentir dor de cabeça, nem dor nenhuma. Ou talvez uma única dor que curasse apenas com um xarope qualquer, e que todo mundo só quisesse me fazer feliz. Queria não me importar com que os outros pensassem sobre mim, e não me importar se eles não gostassem de mim, por que teriam outros tantos que iriam gostar. Queria não poder me apaixonar, não ficar a mercêr de ninguém, queria não depositar expectativas para minha felicidade em seres humanos, queria que a minha felicidade fosse sempre depositada em algo novo, ou qualquer descoberta corriqueira, que me fizesse o coração pular de alegria; que meu riso fosse estatalado, daqueles que mostram todos os dentes e faz um barulhinho gostoso, queria que minha única paixão fossem os meus pais, ou não, queria que a minha única paixão fosse a doce vontade de viver e conhecer todas as coisas e me divertir com todas elas. Sem nenhuma maldade, com toda a ingenuidade e doçura de uma criança. Eu queria ... Autor: Fillipe Sampaio.

sábado, 9 de outubro de 2010

inspiração.

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Um amigo me disse que quase sempre a gente cria bloqueios sentimentais na cabeça, devido as experiências já adquiridas na vida. E quase não nos permitimos a sentir algo tão substancial quanto a própria vida.
Que todos nós temos uma defesa, e também quase sempre buscamos uma pessoa mais forte pra depositar toda nossa segurança. O fato é que a vida não deveria ser assim, tampouco o amor.
O amor deve ser um sentimento sem algemas. Deve ser sereno, tranquilo e completamente confiável. Deve ser a flor da pele, mas na flor da pele mesmo. Deve ser um carinho suave, quase como passar a mão de leve na face de um lenço branco de seda. O amor preenche, alimenta. O amor não deveria nos deixar com fome.
Se desfazer de algo tão substâncial quanto o amor é completamente dificil. Não tiro o mérito dele, quando disse que 'o importante é começar'. Mas pensar em tirar um amor, é a mesma coisa de pensar em tirar o coração do peito. Não é só um orgão, acreditem, o coração sente, e sente tanto, que só de pensar na possibilidade de arrancar alguém que o faz bater ele se contrai e automaticamente aperta o peito.
Caros leitores, quase um desabafo aqui, eu sei. Mas é que ontem eu me senti mal quando alguém me disse: 'me ame menos'. Eu precisava vir aqui, e dizer que, não vou deixar de amar menos, e se for preciso, sofrerei até a última gota de lágrima viva em meus olhos, deixarei meu coração apertar de medo, deixarei minha mente voar por toda floresta escura, e se for preciso me aniquilarei. Mas se um dia, eu me cansar. Se um dia, esse amor se desvairar, eu levantarei ainda mais forte, por mais fraco que ele me deixe, eu tentarei seguir a vida com todo o amor que Deus me deu, mas com a convicção que eu amei até a morte do amor.

Por fim, deixo o que ele me disse, que Fernando Pessoa disse:

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

... / continua /

Autor: Fillipe Sampaio / inspirado por dêdê.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Conhecer;

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Conhecendo o amor.

Eu não sabia que o amor significasse tanto.

Não concebia que o amor é feito fúria.

Impregna a alma com um eterno pranto.

Desvincula a felicidade de uma suposta luxúria.


Não entendia que acontece sereno.

Transporta alma e corpo com tanta leviandade.

Transforma o frio em calor pequeno.

E apresenta de todas as formas uma irritante saudade.


E como meus lábios fossem um dia pacatos.

Hoje se tornaram confusos e gritantes.

E em meio a lembranças e retratos.

Clamam os teus lábios em feitio de berrantes.


Embora meu corpo esteja quente quando te clama.

Fervesse quando em tua compleição se deleita.

Sussurros e juras em cima da cama,

Num mantra ininterrupto numa suposta ceita.


Se meu peito fosse tão terno quanto o teu olhar.

Não existiria tanta necessidade do seu acalanto.

Enobrece minha raia no jeito de raiar.

Faz-me escutar de leve o teu canto.


E se ainda assim não soubesse o que é o amor.

Viveria de novo e pediria pra te encontrar.

Sofreria novamente toda e qualquer dor.

E entenderia que foi você que eu nasci para amar.



Autor: Fillipe Sampaio.


terça-feira, 11 de maio de 2010

Desabafo.


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Engraçado como você consegue.
E de uma forma tão fácil. Aliás, não é de se admirar você conseguir sem ter que se esquivar. Afinal te contas você já chegou tão longe, tão distante, muito mais além do que se pode ver.

Mas mesmo assim toda vez que você consegue, eu acho graça. Me surpreendo.
Por que eu te presenteei com tão pouco. Te dei a ternura. E você, o amor.

Não qualquer face do amor, mas a face mais nobre, mais bela. Teria que vir de uma menina um amor tão belo, tão puro, tão ... tão incondicional.

Eu não me canso de dizer isso pra ninguém, nem pra você, nem pra mim mesmo. Sabe por que eu quis dizer aqui, por que eu quero que todos saibam, que para estar na minha vida tem que entender que as vezes eu fujo do mundo, me deito no chão contigo e ouço Carla Bruni ou eu simplesmente seguro no teu dedinho e ouço uma canção, ou duas, ou três, ou repito a mesma descaradamente por horas a fio, até que ela nos eternize em forma de nirvana.
Sabe do que mais eu acho graça ? ... Da música.

A música é graciosa, não ? ... Ela te laça da mesma forma que me algema. Me prende, no tempo, no espaço, no teu colo, nas tuas mãos preocupadas procurando meu peito para que eu não tenha meus pesadelos.

É engraçado também como meus olhos umidecem quando eu falo de você, quando eu penso em você, quando de vez enquando ouço alguma coisa que me remete a você. Aliás, as vezes até mesmo quando me olho no espelho, por que de alguma forma você está em mim, vive em mim.

Eu sou um mala as vezes. E eu nem sei por que eu tô aqui esquentando minha bunda onde você esquenta as vezes; na tua sala, enquanto você dorme ali do lado, tão perto de mim.

Estivemos um tempo longe, lembra ? ... E quer saber de mais, eu senti sua falta poucas vezes. Mas é por que eu sabia que você estava sempre comigo de alguma forma, e quando eu sentia que você não estava mais, sentia saudades. E ai, eu ouvia um acorde, e outro, uma melodia e de repente já sentia a tua presença ainda mais aguçada do que quando você realmente está presente, de forma material.

Engraçado como vejo Deus em você. Sabe quando eu vejo Deus em você ? ... Toda vez que me sinto amado por você. Toda vez que você demonstra pra mim algum tipo de afeto, carinho, amor... É instantâneo. Sua fisionomia muda, seus atos, seu sorriso, e eu enxergo lá dentro dos teus olhos, a tua alma, cheia de Deus.
As vezes acho que ele te usa. E eu amo o fato dele te usar. TE usar.

Usar VOCÊ.
E sabe, mesmo depois de tanto tempo juntos, de tantas histórias, momentos inesquecíveis; tantas demonstrações de afeto, tantas juras de amor, mesmo assim eu tenho um MEDO terrivel de te perder.

Tenho um medo terrivel de te ver longe de mim. Tenho um medo terrivel do STOP do SOM e das cordas do violão quebrarem.
Eu posso até te perder. Um dia. Mas enquanto houver música, melodia, batuque, amor, eu vou ter certeza de que você ainda vive em mim, de alguma forma.

Sabe qual a minha vontade agora? Ir correndo lá no teu quarto e te dar um beijo no rosto e um abraço apertado, ou então só te ver dormir, fazer cafuné. Mas você não vai entender... Vai ficar de bico e vai se estressar. Melhor ficar lá descansando mesmo. Eu faço isso depois... eu tenho uma vida toda pra fazer.
Mas é só por que eu te AMO. Mas eu te AMO tannto. E só me dou conta disso quando estou ao teu lado. Meu Deus, como eu preciso de você, como você faz parte de mim. Aliás, como você ficou um mês lendo ao meu lado e esqueceu da minha existencia ? rs
E... eu poderia deixar aqui uma lista de canções pra você. Um lista de canções que me remetem a você. Mas eu ficaria entediado. rs
Poderia começar com '' de perder noites de sono, só pra te ver dormir '', mas eu vou colocar uma mais recente.
Menos presa, menos ... possessiva. Afinal de contas estamos numa fase tão linda né ? ... Você tão sua, e eu tão meu, e nós tão nossos. rs


Menina ,
Eu não tenho muita coisa pra dizer

Eu não tenho o mundo pra te dar
Uma canção que faça a rima
Parecer melhor quando você está
Eu não sei porque a gente tem que entender
Se por acaso ninguém precisa explicar

Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda
Dias de sol, só com você
Com direito a horas a mais
E rimas iguais como eu e você...

Dias de sol, dias de lua, dias de chuva, dias de granizo, dias de estrelas ou sem estrelas, dias de qualquer forma, SÓ com você. :)
Com horas a mais. E rimas, muitas rimas... muita música, assim, igualzinho, a mim e a você.
Ahhh, só pra não perder o costume !

EU AMO VOCÊ.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Te esperei aqui. Eu tava doido pra falar contigo. Não sei por que, mas eu tô com vontade de você. Sério, velho. Nunca me senti assim antes. Nunca me senti assim, tão de alguém, aliás, precisando tanto de alguém, NECESSITANDO tanto de alguém.Nem sei por que eu te quero tanto. Custa-me acreditar que te tenho. É mais que desejo, mais que carência. É como que se em pouco tempo tu já roubasse parte de mim, e eu necessito dela. Aliás, fica com ela, pra que eu sempre a queira de volta.

Vem logo, tô com saudades de alguma coisa em você. Acho que tô com saudade de parte de mim.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

- leigo

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Aspirante a leigo.

Muito leigo mesmo. Daqueles que não sabe quase nada, bem piegas. Aquele que quer sempre aprender a ser amado e a amar. Que quer saber por que o céu é azul e as flores, às vezes, também.

Um ser humano clichê. Fudido. Mas que é sempre muito dedicado a assimilar. E assimila rápido. Sério.

O cara que perde o foco as vezes e anda sempre com um olhar extremamente sexual, arrebatador.

Anda pela relva, se molha na chuva, derrete no sol, congela no frio. É feito de música e de música foi feito, e ainda cheio de defeitos ousa ser quase um semi-deus.Ele é chato. Claro ! E se não fosse chato, que graça teria ? Ele gruda, e se mela o tempo inteiro. Se entedia, e cansa. Com uma facilidade, meu irmão, gigantesca.

Ego ? ... Era o seu nome.

Hoje, virou sobrenome.

Agora ?Só, somente só, um aspirante.

Autor: Fillipe Sampaio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

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Queria um lápis-de-cor
Pra pintar o mundo de uma só cor
Escurecer o claro, clariar o escuro.
Destacar o que é fosco e colorir o obscuro.
Dar cor a água, ou simplesmente deixá-la ainda mais cintilante
Apagar a mágua e deixar os sorrisos ainda mais cativantes !

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"Tem uma coisa que eu gosto muito.
É como uma brisa de outono e o soar de notas lunares
Um parecer que as vezes me deixa surdo
Mas se harmonizam quase sempre, formando sempre alguns pares;
Para alguns é ritmico.
Pálido, sem cor.
Mas o que seria sem cor ?!
O incolor ? ...
As rimas pouco importam, afinal de contas nunca na tristeza se encontram rimas.
É meio como fantasia.
Mas sim, na tristeza se encontra poesia
Na destreza, a melancolia
E no amor, um quente que esfria. "


Fillipe Sampaio.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tudo uma Questão Ambiental.

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É tudo uma questão ambiental, concorda ?!
O problema é que sempre esquecemos que fazemos parte do meio ambiente que nos cerca.
O problema da fome, das drogas, das doenças e até mesmo o seu problema com o vizinho também é uma questão ambiental.
Não só existem arvóres, cachorros e mico-leões-dourados pelo planeta.
Os mamutes e dinossauros se extinguiram, claro, não se adaptaram as mudanças notáveis do globo. Sem falar das outras espécies humanóides que existiram antes de nós, sapiens sapiens mortais, e não, é claro, imortais.
Não adianta esquecermos de nós mesmos, da nossa especie, e de tudo que nos pertence. Observe como o ser humano é antagônico ( no sentido de ANTA, mesmo):
Nós nunca esquecemos de nós mesmos, claro, pra maioria das pessoas é muito importante um cabelo impecável, um corpo parecidissimo com o da Paris e plasticas e plasticas, por que a moda agora é segurar a auto estima, por que ?! Por que a depressão é o 'mal do século'. haha. Engraçado como colhemos exatamente aquilo que plantamos ! ( meu pai que me ensinou isso e a biblia também, nosso berço, pobres ocidentais. ), plantamos a futilidade, a superficialidade das coisas, a ignorância, nomeamos as nossas prioridades e em todas elas, em praticamente todas elas, o que está na priore é exatamente aquilo que alimenta a carne. Coitado de nós, de mim, hipócrita.
Esquecemos que o que nos alimenta, além do feijão e arroz, são os momentos, é sim nos conhecer, mas não privar em nós mesmos, conhecer o outro, nos exergamos nele; saber que assim como nós, eles sentem ! Sério ! Os africanos sentem, os haitianos também ! Observe, mais de 100 mil haitianos morreram ! Não foram 100 mil baratas, foram haitianos, humanos, tão humanos quanto eu e você... e esse cara na calçada ?! Sujo? Fedido ? ... tente ficar 4 dias sem tomar banho e 5 sem comer... ahhh e não esqueça de doar todos os seus bens, você ficará exatamente como ele.
Temos que ficar atentos a essas questões. Parar e pensar faz bem, não só no pôker gente. Beber, fumar também é uma delicia, alimenta a carne, mas tratemos de alimentar a alma, a vida, o outro. É fácil na teoria, mas é lógico na prática.
Não queria que nós acabassemos com a fome na África, seria utópico, mas começar com uma parte pequena, uma migalha de pão ou 7 reais pra comprar um leite ninho pra uma criança recém nascida.
E parar de ser individualista; individualidade faz bem, mas o é o individualismo que causa o mal do século, ele te seca, e te faz ter bulemia, anorexia até morrer de eutanásia.
Tente conhecer a alma de alguém; se entusiasme com isso. Chegue no máximo que você possa chegar, na fronteira do ser de alguem, eu tenho certeza que você se encontrará lá !
E nada melhor para acabar com o tédio do que o emocionante desafio de conhecer um ser humano a fio... e quem sabe, talvez, ajudá-lo, até onde sua mão, um dia, possa alcançar .

Veja, não é tudo uma questão ambiental ?! ... E nós fazemos parte de tudo.

Autor: Fillipe Sampaio.