Tem um tempo grande que eu não venho aqui. E já tava com um nó na garganta de tanto querer falar, escrever, dizer, desabafar. [...]
''O casual e seguro é assim. Uma noite escura, com o céu coberto de estrelas. Uma lua cheia e bem amarelada. Um mar manso, mas que p
ode ser atroz a qualquer momento. Um barco pequeno, inofensivo, vulnerável e um PORTO.
ode ser atroz a qualquer momento. Um barco pequeno, inofensivo, vulnerável e um PORTO. Um farol forte, um porto cheio de pedras, seguro, sereno e veroz. E o pequeno barco vai... Sendo guiado pela grande lamparina do farol. Ela lhe mostra o caminho, as coordenadas, a direção.
Mas ela pode se apagar, e o breu desce... É como o medo que cai sobre nossas costas, e faz o peito acelerar. O barco viaja então sem rumo, despercebido, pouco atento ao seu rumo. O barco tem medo. Medo da chuva que por ventura poderá surgir. Medo dos monstros marinhos, das águas mansas mas que podem se tornar ferozes. Medo até do próprio medo que o rodeia. Ele sabe, fecha os olhos e imagina a manhã que estar por vir. A luz do sol brilhará, incendiará todo o mar, suas madeiras, e o céu; afogentará os monstros, o medo. Ele sabe, ele tem esperança e espera ainda calado, vagando, tremendo.
Somos um barco. Sou um barco. Sou o barco. E felizmente, o mar ensina. [...]''
Autor: Fillipe Sampaio.