
Quando simplesmente nos damos conta de que as pessoas se sentem de formas diferentes e agem de formas diferentes quando sentem. E é justamente nesses momentos que temos a vontade de estarmos no lugar delas e ousar saber como é agir sentindo o mesmo sentimento.
A vontade.
A vontade de ser um outro ser humano
De trás pra frente de frente pra trás
Num dilema ardentemente urbano
Em uma rotina claramente voraz
Encontrar dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora
Querer encontrar no outro a igualdade
trocar o tato pelo paladar
buscando a felicidade em um outro episódio
em que o amor é abrupdamente trocado pelo ódio
Jogar algo contrário pela porta
Deixar que se perca pela brisa gelada
mostrar a si mesmo como se corta
beijar ainda com a ferida molhada
ou simplesmente esquecer
que se um dia se amou
no outro fez-se escurecer
por que se amar clariou
é na indiferença que se faz SI* nascer.
E na transcedência da sabedoria
é que querendo ser uma outra pessoa
que se deixa a melancolia estagnada
ou retorna uma euforia
que de morta, atordoa
ou que vive sorrateiramente abalada
E assim
Encontrando dentro de si a semelhança
de um sentimento que tampouco se balança
e que ri e chora
numa mistura heterogênea como a aurora
Nos encontramos de frente para nós
e despeijamos toda a roupa usada
reinventamos-nos veloz
e rimos de toda uma outra palhaçada.
Autor: Fillipe Sampaio.
Um comentário:
É sam esta na busca pela igualdade? as diferenças que são atrativas rs.
Lindoo texto/poema, gostei :D
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