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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

um outro clichê cor-de-sangue;








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Esse alguém lembra;

"Estava frio. Eu o avistei a alguns metros. Estava de costas, observando um num sei o quê diante do horizonte. Seus olhos estavam vidrados, virados e sem nem um pingo de razão. Não dava pra saber a cor do seu sangue, nem tão pouco o sabor da sua pele. Salgada? Doce? Era só experimentar.
Cheguei de leve, passos curtos, mas expressivos, como um caçador diante de uma presa. Era o desejo que me movia, a fome, o silêncio, a noite, a lua.
Eu sei; ele me sentia. E eu conseguia ouvir o pulsar do seu peito, firme, viril. Toquei de leve a sua nuca, ele tremeu. Ouvi um susurro, um grito da sua alma pedindo pra ser saciado, consumido. Aquilo me excitava. E ainda continuava com seu olhar fixo, no horizonte de colinas, em um transe de sonhos, de pesadelos, que só ele sabia. Mas eu também sabia. Eu fazia parte dele. Eu iria fazer.

Comcei a ouvir a sua respiração ofengante e a sua boca entre-aberta; não sei se ele sorria ou chorava. Só sei que era uma mistura de todas aquelas sensações, desde aquelas que ele mais temia, até aquelas que o fazia chegar ao orgasmo.
Dentro de mim algo crescia, fora dele também. Passei de leve a língua em seu rosto, foi quando ele fechou os olhos, quase como quem estivesse dormindo.
Eu queria senti-lo e ele queria entrar dentro de mim. Minha fome aumentava e eu acabara de sentir o sabor daquela pele, quente, fervilhando por mais toques e sentidos.

Aos poucos, comcei a despi-lo. Devagar. Devagar [...]

Tirei sua blusa e comecei a conhecer cada pedacinho daquele corpo, daquele jantar, que eu precisava saciar. Comecei a sentir o sabor de cada parte do seu ser [...]

Desci pelo seu tronco. Pelos seus mamilos. Pelo seu umbigo. Minha língua estava sedenta pelo seu líquido. Meu corpo sedento pelo seu sangue.
Abri o seu zímper. Devagar... Enquanto massageava o seu membro devagar.

Estava quente, rígido. Como uma fera, louca pra ser libertada...

Comcei a masturbá-lo e saboreá-lo de tal forma que aquilo me excitava. A séculos eu não sentia algo tão... tão... arrebatador.
Sua face o entregava.

Ele ainda urrava forte, alto, gritando de prazer [...]
E quando ele estava prestes ao nirvana, meus caninos cresceram, e meu desejo aumentou por completo. Cravei minhas presas na sua ante-coxa [...] e sentir o seu sangue jogar dentro da minha boca [...] enquanto ao mesmo tempo, ele chorrava o seu líguido pelo meu pescoço...

Ele gritava [...]

gemia [...]

de dor [...]

de prazer [...]

de felicidade [...]

de tristeza [...]

e eu [...]
saciava minha fome, como uma cadela louca.
Enfim, estava tudo consumado."



2 comentários:

/Anderson M²/ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sir Effgen" disse...

huuummm..