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Sou um monte de conexões desconectadas.
Um turbilhão de experiências mal vividas e até destroçadas.
Sou metade de sonhos e metade de realidade
Uma simetria perfeita entre todas as virtudes e defeitos assimétricos.
Sou um presente viciado, às vezes, no passado.
E tem horas que sou passado na abstinência pelo futuro.
Sou louco desvairado que brinca de ser lúcido, e isso custa caro.
Nos momentos de lucidez me entrelaço nos sentimentos mais ousados, porém melados de sutileza.
Sou a calmaria que treme pela ansiedade. Dizem por ai que ansiedade contida mata.
Pois então, já morri várias vezes de tanto me contentar em simplesmente não abalar.
Enquanto dentro de mim uma bolinha de sabão cheia de fogo e outra de gasolina brincam pra ver quem explode primeiro.
Sou contido pelo riso e extrovertido pelo choro. Mas não gosto de sentir dor.
Apesar de que, a dor estanca o sofrimento.
Sou sol nublado e lua ensolarada.
Sou quente quando me esquentam e me esfrio quando me esquentam demais.
Sou acima de tudo amor sem jurisdição.
Não, eu não sei ser amor pelo meio. Sou amor inteiro, amor sem limites, desses que sobe, sobe, sobe, sobe e quando cai, destrói um universo inteiro.
Sou assim, um monte de metades de outras metades.
Na vida e talvez na morte, eu continue sendo carne e osso ou talvez adubo e espírito.



