Visualizações.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Contar comigo.

-

Você me disse uma vez que eu poderia contar com você. E eu olhava pra você e via uma áurea linda, cheia de luzes e brilhos piscando para mim. E foi assim que eu me apaixonei inusitadamente. Desde os pequenos olhares de canto de olho até as mãos que me envolviam e me procuravam enquanto você tentava dormir de conchinha, logo ali, atrás de mim. Volta e meia, você acordava e me dava um beijinho no olho, que era, eu acho, pra que eu não me esquecesse que existia alguém ali do lado e que eu podia contar com esse alguém.
Eu me lembro dos dias cheios que nós tínhamos, cheios de coisas pra dar um ao outro. Um anel, um chocolate ou então um cafuné de leve no braço. Ás vezes o dia ficava realmente cheio. Cheio de mim e de você, cheio da gente ali, preso no mundinho da gente e olha só, erámos tão felizes que agora nem nos lembramos mais. As coisas mudam e as pessoas também... Mais que as coisas e as pessoas o sentimentos mudam e também se enchem como uma esponja debaixo de uma goteira. De algo tão leve como uma pluma, as coisas ficam pesadas com o tempo, com tudo... Os contextos, os acontecimentos, as palavras, as atitudes, eu sei. E eu também sei que você tinha disposição, tanto quanto eu. Mas e agora? Quanto eu posso contar com você? Quanto você tem de disposição para apertar a esponja pra que todo o peso saia e fique leve novamente?
Não posso apertar só. A esponja é grande, tão grande que você nem imagina.
Mas eu estou disposto. Ah! Se estou. E olha, você pode contar comigo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sacrifiquei. Sacrifiquei o que era sagrado e tudo que foi roubado.
Alimentei os meus sentimentos tão regados de lágrimas, tão cheios de partes suas.

Mas não sei porquê, sinto que alguma coisa vêm morrendo aos poucos dentro de nós.
Sinto que o pra sempre, nem sempre é pra sempre.

É uma pena. Uma pena. Pena...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SÓBRIO.

-




"Sóbrio". Foi a palavra que eu nunca mais ouvi dizer nem tampouco vivida.
E por mais que louco era o prazer, minha ressaca sempre foi sofrida.
Quantas vezes nas noites vaguei, varrendo a rua com as bocas das minhas calças e as estrelas com os versos das minhas valsas ?
Nunca me lembrei se quando me embreaguei era de alcool ou de amor, se era de coca ou de terror.
Me lembro que sempre me pegava com os olhos caídos e mãos duras.
Debatia sempre com homens traídos e mulheres não tão puras...
Mas ah! A escuridão! Esse sim era o meu dia ! Onde o sol se tornava lua e a noite virava dia...
Porque dizem os bêbados que a noite é sim uma criança !
Para mim, todavia, me convidava a uma dança.
E lá, nem mesmo os sons das corujas limpavam as moças tão sujas que nas minhas mãos pegavam!
Sol! Sóbrio!
Era notório que no raiar do primeiro raio do sol, a sede secava-me a garganta e os corações por fim, caleijavam.


Autor: Fillipe Sampaio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DEIXE.


-

Deixe meus lábios tocarem os seus
Deixe meus olhos lembrarem dos teus
E escreva com os dedos os nossos pecados
Destinos inversos com sabores aguados
Uivando dores e cores
Chorando lembranças e amores
Deixando corpo ultrapassar teu corpo
Rogando o vivo se passar de morto

E quando se sentires só, meu amor
Que eu não te tenhas com tanto fevor
Mas que minha presença seja sentida
E minha ausência sucumbida
Por entre tua alma liberta
E minha calma encoberta
Se deslizando por fim
No meu nervoso enfim.

Autor: Fillipe Sampaio.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

...


-


E então tais questões tomaram conta dos meus dias. Questões que não me sossegam, que não se respondem; que flutuam o tempo inteiro nos balões. São questões, insolucionáveis !


Meus olhos perderam o foco, ficam bêbados ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Meus lábios perderam o sabor, e agora tem sabor nenhum e ousa sempre sorrir ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Minhas mãos perderam a coordenação, vagam inusitadamente pelo meu corpo de horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões.


É tão confuso não pensar ou pensar. É tão confuso, tudo tão confuso, e tão claro ao mesmo tempo.


E eu queria saber do clima... Você vai sentir minha falta ? Tenho medo que um dia chegue e que você não saiba meu nome, para jogarmos de novo.


Acredite, você é mais do que uma melodia, e mesmo assim eu canto.


Volte atrás, vire-se.


Às vezes me sinto um pouco só e você nunca está por perto.
Às vezes eu me sinto um pouco exausto de ouvir o som das minhas lágrimas.
Às vezes me stresso quando penso no melhor dos dias que se passaram.
Às vezes eu me sinto um pouco de medo e então vejo o seu olhar.
De vez em quando eu caio em prantos.
Às vezes eu me sinto um pouco sem ar, e sonho com algo selvagem.
De vez em quando eu preciso de ajuda e me deito como criança sem seus braços.
Às vezes sinto um pouco com raiva e sei que tenho que sair e chorar.


E eu preciso de você essa noite, eu preciso de você mais do que nunca e se você simplesmente me abraçar forte nós ficaremos abraçados para sempre. E estaremos somente fazendo o certo porque nunca estaremos errados. Juntos nós poderemos levar isso até o limite por que seu amor é como uma sombra sobre mim o tempo todo.

Eu não sei o que fazer, estou sempre no escuro, estamos vivendo em um barril de pólvora e soltando faíscas e eu realmente preciso de você esta noite. A eternidade começou hoje à noite.


"Era uma vez... eu me apaixonei" e agora eu estou simplesmente desabando. Não há nada que eu possa fazer.

Durante algum tempo houve luz na minha vida e agora só há amor obscurecido.
Nada que eu possa dizer.


Às vezes eu sei que você nunca será a pessoa que sempre quis ser.
Às vezes sei que você sempre será a única pessoa que me aceita como eu sou.
E então eu sei que não há ninguém no universo tão mágico e maravilhoso quanto você
Às vezes eu descubro que não há nada melhor e não há nada que eu não possa fazer.



/total eclipse the heart/

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Decalco.

-


Tenho tantos motivos para não mais estar. Tantos motivos pra me perder pela cidade em busca de algo. Tantos motivos que às vezes nem eu mesmo sei.

Eu me perdi diversas vezes e me busquei também. Me olhei no espelho e sempre via alguém que eu precisava cuidar, mas só não sabia como. Me ajoelhei no chão do quarto e olhei pro teto buscando o céu, olhei pro céu buscando Deus e olhei pra Deus buscando misericórdia.

E assim fui desenhando/escrevendo a minha história, essas que por diversas vezes vocês lêem por aqui ou por ai, ou vão continuar lendo. Nas minhas palavras, o verbo. Nas entrelinhas delas, a minha alma.

Sempre me escondi em tantas máscaras, sempre me pus na condição de artista do meu próprio teatro e talvez eu fosse feliz. Ou talvez a felicidade naquela época também era uma outra máscara que diversas vezes caía e se refazia por entre os roteiros ensaiados. Era temporária, rápida, instantânea, quase do tamanho de um momento, do presente que é tão curto. Nunca precisei buscá-la, por que ela sempre se fazia presente nas oportunidades que eu criava. Porém, não é mais assim. Eu cresci e crescer dói, e vai continuar doendo por que eu continuo crescendo a cada segundo que passa. E nesses segundos que passam, também acabam-se os roteiros, cansam-se as máscaras, entediam a platéia. Surge a realidade, e na realidade não existem máscaras, a não ser as das festas a fantasia. Não consigo mais usar máscaras. Não tenho mais o controle que deveras eu tinha, por que me sentia na condição de autor/diretor da minha própria história. Hoje, às vezes, me sinto como simples telespectador de tudo, aspirante de tantas coisas, e minha vida cada vez mais distante de mim.
Alguns devem pensar: 'Que pecado!', eu digo que não faço apologias a coisa alguma. Eu simplesmente me descasco aqui, independente de qualquer visão alheia, por que mesmo sendo ouvinte dos meus próprios pensamentos e decisões, ainda sou critico. E me decalco diversas vezes, por que sei que dentro de mim, existe algo que precisa ser resgatado.

Alguma coisa em mim se preocupa comigo. Alguma coisa em mim me põe no colo e me abraça às vezes quando estou na cama, embaraçado nas minhas lágrimas, sufocado com os meus gritos e amedrontado pelo o meu choro. E por mais que às vezes pareça muito maior o que sinto do que a minha própria vontade, eu sei que eu preciso ficar bem. Não por ninguem, mas pelo pouco de mim que existe aqui dentro.

Autor: Fillipe Sampaio.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dia e Noite, Céu e Mar.


-




Eu teria mil motivos pra dizer que a gente não se parece,
que não temos nada assim tão incomum.
Teria mil motivos pra dizer que a vida não tá tão boa,

Que um dia qualquer é como qualquer um
Poderia escrever até me cansar o quanto espero em ti
quanto quantas vezes eu me dou conta que nada existiria se não fosse
pelo doce milagre da tua existencia, e permanencia em mim.

Deixaria de lado os meus medos
e seguraria nos teus dedos
Meu amor, não se pode brincar de se conhecer
por que de fato a gente nunca se conhece
e quando se ama não se pode esconder
que a loucura de não conseguir entender simplesmente acontece
Na minha eterna fissura de que você não entende.
Não tem noção de quanto meu peito pula.
Meu coração estremesse,
Só quando estou perto de você.
Um sentimento tão grande, que anula
Que me faz eternamente te merecer.


Se deliciar na luz do luar
Buscar em seus olhos as ondas do mar
No horizonte da tua alma
buscar minha calma
E sentir no teu peito

A certeza do amor já feito
Por que eu sei
que além de mim
existe você
querendo enfim
Nos meus braços se esconder;


E quando o escuro clariar
e noite, dia virar
Não se esqueça
Que a estrela que desapareça
É o meu amor escondido
por mais que seja bandido
Estará sempre lá
irradiando minha vontade eterna de te amar;






Autor: Fillipe Sampaio.