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terça-feira, 11 de maio de 2010

Desabafo.


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Engraçado como você consegue.
E de uma forma tão fácil. Aliás, não é de se admirar você conseguir sem ter que se esquivar. Afinal te contas você já chegou tão longe, tão distante, muito mais além do que se pode ver.

Mas mesmo assim toda vez que você consegue, eu acho graça. Me surpreendo.
Por que eu te presenteei com tão pouco. Te dei a ternura. E você, o amor.

Não qualquer face do amor, mas a face mais nobre, mais bela. Teria que vir de uma menina um amor tão belo, tão puro, tão ... tão incondicional.

Eu não me canso de dizer isso pra ninguém, nem pra você, nem pra mim mesmo. Sabe por que eu quis dizer aqui, por que eu quero que todos saibam, que para estar na minha vida tem que entender que as vezes eu fujo do mundo, me deito no chão contigo e ouço Carla Bruni ou eu simplesmente seguro no teu dedinho e ouço uma canção, ou duas, ou três, ou repito a mesma descaradamente por horas a fio, até que ela nos eternize em forma de nirvana.
Sabe do que mais eu acho graça ? ... Da música.

A música é graciosa, não ? ... Ela te laça da mesma forma que me algema. Me prende, no tempo, no espaço, no teu colo, nas tuas mãos preocupadas procurando meu peito para que eu não tenha meus pesadelos.

É engraçado também como meus olhos umidecem quando eu falo de você, quando eu penso em você, quando de vez enquando ouço alguma coisa que me remete a você. Aliás, as vezes até mesmo quando me olho no espelho, por que de alguma forma você está em mim, vive em mim.

Eu sou um mala as vezes. E eu nem sei por que eu tô aqui esquentando minha bunda onde você esquenta as vezes; na tua sala, enquanto você dorme ali do lado, tão perto de mim.

Estivemos um tempo longe, lembra ? ... E quer saber de mais, eu senti sua falta poucas vezes. Mas é por que eu sabia que você estava sempre comigo de alguma forma, e quando eu sentia que você não estava mais, sentia saudades. E ai, eu ouvia um acorde, e outro, uma melodia e de repente já sentia a tua presença ainda mais aguçada do que quando você realmente está presente, de forma material.

Engraçado como vejo Deus em você. Sabe quando eu vejo Deus em você ? ... Toda vez que me sinto amado por você. Toda vez que você demonstra pra mim algum tipo de afeto, carinho, amor... É instantâneo. Sua fisionomia muda, seus atos, seu sorriso, e eu enxergo lá dentro dos teus olhos, a tua alma, cheia de Deus.
As vezes acho que ele te usa. E eu amo o fato dele te usar. TE usar.

Usar VOCÊ.
E sabe, mesmo depois de tanto tempo juntos, de tantas histórias, momentos inesquecíveis; tantas demonstrações de afeto, tantas juras de amor, mesmo assim eu tenho um MEDO terrivel de te perder.

Tenho um medo terrivel de te ver longe de mim. Tenho um medo terrivel do STOP do SOM e das cordas do violão quebrarem.
Eu posso até te perder. Um dia. Mas enquanto houver música, melodia, batuque, amor, eu vou ter certeza de que você ainda vive em mim, de alguma forma.

Sabe qual a minha vontade agora? Ir correndo lá no teu quarto e te dar um beijo no rosto e um abraço apertado, ou então só te ver dormir, fazer cafuné. Mas você não vai entender... Vai ficar de bico e vai se estressar. Melhor ficar lá descansando mesmo. Eu faço isso depois... eu tenho uma vida toda pra fazer.
Mas é só por que eu te AMO. Mas eu te AMO tannto. E só me dou conta disso quando estou ao teu lado. Meu Deus, como eu preciso de você, como você faz parte de mim. Aliás, como você ficou um mês lendo ao meu lado e esqueceu da minha existencia ? rs
E... eu poderia deixar aqui uma lista de canções pra você. Um lista de canções que me remetem a você. Mas eu ficaria entediado. rs
Poderia começar com '' de perder noites de sono, só pra te ver dormir '', mas eu vou colocar uma mais recente.
Menos presa, menos ... possessiva. Afinal de contas estamos numa fase tão linda né ? ... Você tão sua, e eu tão meu, e nós tão nossos. rs


Menina ,
Eu não tenho muita coisa pra dizer

Eu não tenho o mundo pra te dar
Uma canção que faça a rima
Parecer melhor quando você está
Eu não sei porque a gente tem que entender
Se por acaso ninguém precisa explicar

Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda
Dias de sol, só com você
Com direito a horas a mais
E rimas iguais como eu e você...

Dias de sol, dias de lua, dias de chuva, dias de granizo, dias de estrelas ou sem estrelas, dias de qualquer forma, SÓ com você. :)
Com horas a mais. E rimas, muitas rimas... muita música, assim, igualzinho, a mim e a você.
Ahhh, só pra não perder o costume !

EU AMO VOCÊ.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Te esperei aqui. Eu tava doido pra falar contigo. Não sei por que, mas eu tô com vontade de você. Sério, velho. Nunca me senti assim antes. Nunca me senti assim, tão de alguém, aliás, precisando tanto de alguém, NECESSITANDO tanto de alguém.Nem sei por que eu te quero tanto. Custa-me acreditar que te tenho. É mais que desejo, mais que carência. É como que se em pouco tempo tu já roubasse parte de mim, e eu necessito dela. Aliás, fica com ela, pra que eu sempre a queira de volta.

Vem logo, tô com saudades de alguma coisa em você. Acho que tô com saudade de parte de mim.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

- leigo

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Aspirante a leigo.

Muito leigo mesmo. Daqueles que não sabe quase nada, bem piegas. Aquele que quer sempre aprender a ser amado e a amar. Que quer saber por que o céu é azul e as flores, às vezes, também.

Um ser humano clichê. Fudido. Mas que é sempre muito dedicado a assimilar. E assimila rápido. Sério.

O cara que perde o foco as vezes e anda sempre com um olhar extremamente sexual, arrebatador.

Anda pela relva, se molha na chuva, derrete no sol, congela no frio. É feito de música e de música foi feito, e ainda cheio de defeitos ousa ser quase um semi-deus.Ele é chato. Claro ! E se não fosse chato, que graça teria ? Ele gruda, e se mela o tempo inteiro. Se entedia, e cansa. Com uma facilidade, meu irmão, gigantesca.

Ego ? ... Era o seu nome.

Hoje, virou sobrenome.

Agora ?Só, somente só, um aspirante.

Autor: Fillipe Sampaio.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

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Queria um lápis-de-cor
Pra pintar o mundo de uma só cor
Escurecer o claro, clariar o escuro.
Destacar o que é fosco e colorir o obscuro.
Dar cor a água, ou simplesmente deixá-la ainda mais cintilante
Apagar a mágua e deixar os sorrisos ainda mais cativantes !

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"Tem uma coisa que eu gosto muito.
É como uma brisa de outono e o soar de notas lunares
Um parecer que as vezes me deixa surdo
Mas se harmonizam quase sempre, formando sempre alguns pares;
Para alguns é ritmico.
Pálido, sem cor.
Mas o que seria sem cor ?!
O incolor ? ...
As rimas pouco importam, afinal de contas nunca na tristeza se encontram rimas.
É meio como fantasia.
Mas sim, na tristeza se encontra poesia
Na destreza, a melancolia
E no amor, um quente que esfria. "


Fillipe Sampaio.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Tudo uma Questão Ambiental.

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É tudo uma questão ambiental, concorda ?!
O problema é que sempre esquecemos que fazemos parte do meio ambiente que nos cerca.
O problema da fome, das drogas, das doenças e até mesmo o seu problema com o vizinho também é uma questão ambiental.
Não só existem arvóres, cachorros e mico-leões-dourados pelo planeta.
Os mamutes e dinossauros se extinguiram, claro, não se adaptaram as mudanças notáveis do globo. Sem falar das outras espécies humanóides que existiram antes de nós, sapiens sapiens mortais, e não, é claro, imortais.
Não adianta esquecermos de nós mesmos, da nossa especie, e de tudo que nos pertence. Observe como o ser humano é antagônico ( no sentido de ANTA, mesmo):
Nós nunca esquecemos de nós mesmos, claro, pra maioria das pessoas é muito importante um cabelo impecável, um corpo parecidissimo com o da Paris e plasticas e plasticas, por que a moda agora é segurar a auto estima, por que ?! Por que a depressão é o 'mal do século'. haha. Engraçado como colhemos exatamente aquilo que plantamos ! ( meu pai que me ensinou isso e a biblia também, nosso berço, pobres ocidentais. ), plantamos a futilidade, a superficialidade das coisas, a ignorância, nomeamos as nossas prioridades e em todas elas, em praticamente todas elas, o que está na priore é exatamente aquilo que alimenta a carne. Coitado de nós, de mim, hipócrita.
Esquecemos que o que nos alimenta, além do feijão e arroz, são os momentos, é sim nos conhecer, mas não privar em nós mesmos, conhecer o outro, nos exergamos nele; saber que assim como nós, eles sentem ! Sério ! Os africanos sentem, os haitianos também ! Observe, mais de 100 mil haitianos morreram ! Não foram 100 mil baratas, foram haitianos, humanos, tão humanos quanto eu e você... e esse cara na calçada ?! Sujo? Fedido ? ... tente ficar 4 dias sem tomar banho e 5 sem comer... ahhh e não esqueça de doar todos os seus bens, você ficará exatamente como ele.
Temos que ficar atentos a essas questões. Parar e pensar faz bem, não só no pôker gente. Beber, fumar também é uma delicia, alimenta a carne, mas tratemos de alimentar a alma, a vida, o outro. É fácil na teoria, mas é lógico na prática.
Não queria que nós acabassemos com a fome na África, seria utópico, mas começar com uma parte pequena, uma migalha de pão ou 7 reais pra comprar um leite ninho pra uma criança recém nascida.
E parar de ser individualista; individualidade faz bem, mas o é o individualismo que causa o mal do século, ele te seca, e te faz ter bulemia, anorexia até morrer de eutanásia.
Tente conhecer a alma de alguém; se entusiasme com isso. Chegue no máximo que você possa chegar, na fronteira do ser de alguem, eu tenho certeza que você se encontrará lá !
E nada melhor para acabar com o tédio do que o emocionante desafio de conhecer um ser humano a fio... e quem sabe, talvez, ajudá-lo, até onde sua mão, um dia, possa alcançar .

Veja, não é tudo uma questão ambiental ?! ... E nós fazemos parte de tudo.

Autor: Fillipe Sampaio.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


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Andamos embreagados em nossos pensamentos por muitos metros sem sequer trocar olhares um para o outro. Eu era seu maior sonho, seu pior pesadelo; a sua parte mais verdadeira e a mais falsa. Eu era simplesmente tudo aquilo que ela negara outrora, e tudo aquilo que ela queria por toda a vida.
Seguimos com os passos ainda tão pesados contra o corpo, o tempo e paramos um diante do outro. O cordeiro e o lobo.
Ela me olhou fixo nos olhos com seus olhos ainda úmidos. Sua paixão e dúvida transbordava daquele olhar tão nu, despido. Eu ainda assim, com medo da sua ausência eterna ou da vida eterna sem a sua presença estava no dilema: deixá-la ir brincar com a vida até que a morte nos separasse, ou simplesmente trazê-la eternamente pros meus braços.
Na minha cabeça cenas passadas passavam como foguetes em câmera lenta. Aquela sexta, o frio, o calor, a música, as vozes. Nós. [...]
Não tinha percebido que assim como os dela, os meus olhos também estavam a ponto de erudir de lágrimas ! Não chorara com tanta sinceridade a muito tempo. Não sabia se chorava de medo (de perdê-la), de alegria (por estar ali ao seu lado) ou por pura melancolia de não ser suficientemente bom para reverter o quadro que pintamos.
Não lembro do nosso curto diálogo, já que, antes disso, como havia dito, não tínhamso trocado sequer uma palavra.
Mas eu me lembro do que sentia, ah ! Se me lembro ! De todos os frios quentes no meu peito os quais nunca havia sentido em toda minha eterna existência. Lembro do tom do 'eu te amo' dito por ela, logo depois que tocou meus lábios ternamente, enquanto eu, parado, assistia tudo aquilo pasmado com o que aquela moça me fazia sentir em tão pouco tempo.
Enquanto seus lábios teimosos tocavam os meus com tanta ternura, não fechei meus olhos, deixei-os abertos pra selar aquele momento tão singular.
Ela virou-se de costas na intenção de continuar seu destino ... Enquanto ia, observava de longe seus passos e seu corpo, sua alma cada vez mais distante da minha;
E era exatamente a hora do meu ataque, que faria dela a sua morte ou sua vida eterna em mim.
Gritei, como no surto pelo seu nome. Ela olhou para trás, como no susto, e ainda com o rosto vermelho, quente, coberto de lágrimas, veio ao meu encontro.
Peguei nas suas mãos tão quentes; olhei nos seus olhos tão amendoados, vermelhos e brilhantes, e disse, como num desabafo: 'eu também te amo'.
Beijei-a freneticamente, a ponto de meus olhos mudarem de cor... desci pelo seu pescoço, e alcancei a sua nuca. Ali mesmo preguei meus dentes suavemente para que não sentisse tantar dor. Suguei-a até o limite da vida ... O seu sangue escorreu pelo meu queixo e espatifou-se em seu seio.
Ela desfaleceu em meus braços, e assim, com pouca consciência, olhei serenamente em seus olhos e lhe fiz uma escolha: morrer consigo mesma, ou viver, eternamente, nos meus braços.

[...]

Solamente.

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De novo, não mais que de repente, a vida ensina aquilo que já devíamos nascer sabendo.
Que ser assim, da forma que o meio me torna, nessa metamorfose dissimulada, na loucura de saber quem sou, de nada adianta.
Do que adiantaria os sorrisos sem as lágrimas ? E os momentos sem as pessoas ?
Talvez os poucos estivessem certos quando disseram que definir-se é limitar-se; e nessa de ser infindo do que me torna limitado; nessa loucura que me alimenta e me faz conhecer um novo 'eu' cada vez mais novo e melhor, ou pior do que ontem, do que amanhã e consequentemente do que hoje, vejo que é tudo muito mais complicado do que parece realmente ser.
Ai tu vem, e tenta mais uma vez me enxergar da forma mais superficial, esquecendo que sou humano e toda vez que me torno humano, me vejo imperfeito, feito, perfeito.
Tu vem cheio de cristais nos olhos e lambe o meu lado substancial, enche a boca do sabor da minha alma, se embreaga, e aos poucos também se alimenta da minha loucura, insana, instantânea;
Não, eu não sou os teus olhos, a tua boca, teus ouvidos, teu nariz, teu tato, teu peito. Sou definitivamente o que talvez outrora ou ainda no futuro tardio, queira ver, beijar, ouvir, cheirar, tocar, sentir.
Ainda sim, me lembro de você reclamando, num instante ou outro, que sou um jogador fatal, que brinca de ser sedutor, vampiro e suga toda tua paz, tua razão, tão sagaz; reclama que eu preciso crescer, amadurecer, evoluir; quer que eu faça coisas que eu nunca talvez faria, mas é melhor dizer que fiz;
E a conclusão de todo esse paradoxo tamanho é que, apesar dessas palavras sem nexo vivo, é que na dor se encontra prazer, e sendo assim, talvez eu seja, um mal necessário.