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terça-feira, 10 de maio de 2011

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E se eu quiser correr ? Correr pro nada esbarrando em tudo ?
E se eu quiser chorar ? Chorar as lágrimas que você se negou a enxugar ?
E se eu quiser gritar ? Gritar o berro mais alto do mundo e exorcizar todos os espíritos que me angustiam ?
E se eu quiser o colo de alguém ? Você me daria o seu ?
Um vulcão entrou em erupção neste exato momento. Meu corpo ferve em lavas inóspitas cobertas de todo sentimento vão que debruça dos teus olhos ...
Tenho exatas 24 horas pra esquecer as 8760 horas que se antecederam este exato momento. Aliás, tenho mais 30 minutos só pra ficar olhando pro vapor quente da água deste chuveiro quente. Só para olhar... E se eu quiser fechar os olhos ?
Não, eu não posso fechar os olhos... Por que não, eu não posso ver você. [...]

Quero meus lábios sorrindo, quero meus olhos serenos e meu peito tranquilo
Quero um buraco grande que dê pra outro universo, quero a poesia mais linda e o mais melodramático verso. Eu quero...

sábado, 7 de maio de 2011

Luz e Melodia.

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Olha só, eu aqui de novo. E sempre quando eu venho aqui, tenho algo pra contar, desabafar enfim ...
Na verdade nem sei o que que eu quero desabafar. rs Mas as vezes me vem a vontade gigantesca de escrever, e não há nada parecido do que escrever, é necessidade da alma. Escrever e´como tirar de dentro algo abstrato e transformá-lo em concreto.
Meu espaço é esse aqui. Aqui é onde eu desabrocho os momentos mais inusitados da minha vida.

[...]

Ta escuro... Muito escuro... Preciso de luz, de sonda... Foi há um mês atrás que as coisas começaram a ficar dificeis, e oscilando o tempo inteiro em cima e embaixo. Sentir dor sem ter cortado o dedo. Pulsar o sangue na ponta dos dedos e a dor vai pra coluna. Devagar e rápido, e no meio dos dois a nostalgia, o nada, o silêncio. Quem diria que dói mais antes do que depois ? E depois ? Os retratos, as músicas, a música. Que realidade lúdica, e as coisas acontecem como nos filmes, os questionamentos de porquê que as coisas só acontecem comigo. O questionamento que me deixa nessa palma da mão amarrada com um lenço sujo de sangue. Coagulou. Quanto vai doer ? Quando cicatriza ? A cicatriz. Desenhando em mim acordes de uma história que não existe mais, mas existe. A cicatrização de tablaturas tatuadas no meu rosto, no meu peito, no meio das minhas pernas. Sou serenamente sereno. E ainda a fosco, dificil de enxergar. As coisas pararam de oscilar. Inércia. O tempo pára e a gente não percebe, mas ai pinga uma lágrima nos lábios e o relógio recomeça, anti horário. É isso... A luz, o relógio, o sangue, o retrato, as músicas, os acordes, as cicatrizes, as lágrimas, as coisas... E a luz virou melodia... E no meio da melodia, eu consigo enxergar a melancolia estampada nos meus olhos...

E você sabe, eu posso usar
E você sabe, eu não quero chorar
E choro sem segurar
Me diz, pra quê diabos amar ?
Eu quis ousar
Ousar você
você, escolher
E agora, melodiar.

[...]

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Contar comigo.

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Você me disse uma vez que eu poderia contar com você. E eu olhava pra você e via uma áurea linda, cheia de luzes e brilhos piscando para mim. E foi assim que eu me apaixonei inusitadamente. Desde os pequenos olhares de canto de olho até as mãos que me envolviam e me procuravam enquanto você tentava dormir de conchinha, logo ali, atrás de mim. Volta e meia, você acordava e me dava um beijinho no olho, que era, eu acho, pra que eu não me esquecesse que existia alguém ali do lado e que eu podia contar com esse alguém.
Eu me lembro dos dias cheios que nós tínhamos, cheios de coisas pra dar um ao outro. Um anel, um chocolate ou então um cafuné de leve no braço. Ás vezes o dia ficava realmente cheio. Cheio de mim e de você, cheio da gente ali, preso no mundinho da gente e olha só, erámos tão felizes que agora nem nos lembramos mais. As coisas mudam e as pessoas também... Mais que as coisas e as pessoas o sentimentos mudam e também se enchem como uma esponja debaixo de uma goteira. De algo tão leve como uma pluma, as coisas ficam pesadas com o tempo, com tudo... Os contextos, os acontecimentos, as palavras, as atitudes, eu sei. E eu também sei que você tinha disposição, tanto quanto eu. Mas e agora? Quanto eu posso contar com você? Quanto você tem de disposição para apertar a esponja pra que todo o peso saia e fique leve novamente?
Não posso apertar só. A esponja é grande, tão grande que você nem imagina.
Mas eu estou disposto. Ah! Se estou. E olha, você pode contar comigo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sacrifiquei. Sacrifiquei o que era sagrado e tudo que foi roubado.
Alimentei os meus sentimentos tão regados de lágrimas, tão cheios de partes suas.

Mas não sei porquê, sinto que alguma coisa vêm morrendo aos poucos dentro de nós.
Sinto que o pra sempre, nem sempre é pra sempre.

É uma pena. Uma pena. Pena...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SÓBRIO.

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"Sóbrio". Foi a palavra que eu nunca mais ouvi dizer nem tampouco vivida.
E por mais que louco era o prazer, minha ressaca sempre foi sofrida.
Quantas vezes nas noites vaguei, varrendo a rua com as bocas das minhas calças e as estrelas com os versos das minhas valsas ?
Nunca me lembrei se quando me embreaguei era de alcool ou de amor, se era de coca ou de terror.
Me lembro que sempre me pegava com os olhos caídos e mãos duras.
Debatia sempre com homens traídos e mulheres não tão puras...
Mas ah! A escuridão! Esse sim era o meu dia ! Onde o sol se tornava lua e a noite virava dia...
Porque dizem os bêbados que a noite é sim uma criança !
Para mim, todavia, me convidava a uma dança.
E lá, nem mesmo os sons das corujas limpavam as moças tão sujas que nas minhas mãos pegavam!
Sol! Sóbrio!
Era notório que no raiar do primeiro raio do sol, a sede secava-me a garganta e os corações por fim, caleijavam.


Autor: Fillipe Sampaio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DEIXE.


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Deixe meus lábios tocarem os seus
Deixe meus olhos lembrarem dos teus
E escreva com os dedos os nossos pecados
Destinos inversos com sabores aguados
Uivando dores e cores
Chorando lembranças e amores
Deixando corpo ultrapassar teu corpo
Rogando o vivo se passar de morto

E quando se sentires só, meu amor
Que eu não te tenhas com tanto fevor
Mas que minha presença seja sentida
E minha ausência sucumbida
Por entre tua alma liberta
E minha calma encoberta
Se deslizando por fim
No meu nervoso enfim.

Autor: Fillipe Sampaio.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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E então tais questões tomaram conta dos meus dias. Questões que não me sossegam, que não se respondem; que flutuam o tempo inteiro nos balões. São questões, insolucionáveis !


Meus olhos perderam o foco, ficam bêbados ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Meus lábios perderam o sabor, e agora tem sabor nenhum e ousa sempre sorrir ao horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões...


Minhas mãos perderam a coordenação, vagam inusitadamente pelo meu corpo de horizonte do nada, sempre buscando respostas às questões.


É tão confuso não pensar ou pensar. É tão confuso, tudo tão confuso, e tão claro ao mesmo tempo.


E eu queria saber do clima... Você vai sentir minha falta ? Tenho medo que um dia chegue e que você não saiba meu nome, para jogarmos de novo.


Acredite, você é mais do que uma melodia, e mesmo assim eu canto.


Volte atrás, vire-se.


Às vezes me sinto um pouco só e você nunca está por perto.
Às vezes eu me sinto um pouco exausto de ouvir o som das minhas lágrimas.
Às vezes me stresso quando penso no melhor dos dias que se passaram.
Às vezes eu me sinto um pouco de medo e então vejo o seu olhar.
De vez em quando eu caio em prantos.
Às vezes eu me sinto um pouco sem ar, e sonho com algo selvagem.
De vez em quando eu preciso de ajuda e me deito como criança sem seus braços.
Às vezes sinto um pouco com raiva e sei que tenho que sair e chorar.


E eu preciso de você essa noite, eu preciso de você mais do que nunca e se você simplesmente me abraçar forte nós ficaremos abraçados para sempre. E estaremos somente fazendo o certo porque nunca estaremos errados. Juntos nós poderemos levar isso até o limite por que seu amor é como uma sombra sobre mim o tempo todo.

Eu não sei o que fazer, estou sempre no escuro, estamos vivendo em um barril de pólvora e soltando faíscas e eu realmente preciso de você esta noite. A eternidade começou hoje à noite.


"Era uma vez... eu me apaixonei" e agora eu estou simplesmente desabando. Não há nada que eu possa fazer.

Durante algum tempo houve luz na minha vida e agora só há amor obscurecido.
Nada que eu possa dizer.


Às vezes eu sei que você nunca será a pessoa que sempre quis ser.
Às vezes sei que você sempre será a única pessoa que me aceita como eu sou.
E então eu sei que não há ninguém no universo tão mágico e maravilhoso quanto você
Às vezes eu descubro que não há nada melhor e não há nada que eu não possa fazer.



/total eclipse the heart/