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Os poucos minutos foram bem rápidos. A luz meio fosca e amarelada; prateada por detrás das nuvens, decifrava o mistério da noite. Era a lua cheia, formosa que subia ao céu cheio de glória, coberta por púrpurinas de estrelas cintilantes.
O céu em outros poucos minutos estava negro e respingado de diamantes brilhantes; a terra estava coberta de sombras deslumbrantes, cópias fiéis das suas matérias, mesmo sendo destorcidas e aterrorizantes.
Era possível ouvir aquela música, que vinha de dentro de algum lugar. O olhar claro estava negro à noite; os movimentos rápidos, pareciam lentos, sóbrios ou bêbados, ou simplesmente naturais. Ou não?!
Enquanto eu pensava em ir, você estava vindo e misturava a cor dos seus gemidos junto com o som da sua pele rasgando a minha; Não esquecia que era noite e não era dia; Que era a lua que reinava só e não o sol;
Era a metáfora dos teus beijos continuos que faziam aos poucos meus globos virarem e ficarem sem cor.
Era a prosopopéia dos teus braços gritando o meu corpo, junto ao teu corpo, fazendo torcer os meus pés, abrir a minha boca e faltar o meu ar.;
Foi naquela linda noite, que algo maior do que eu, maior do que os seus, eu me lembro. Foi naquela noite em que eu toquei de leve nos dedos de Deus.
Foi naquele instante, não tão distante que seu corpo fez resgatar meu prazer, e antes mesmo de amanhecer, me tornei louco, insano, lânguido.
Autor: Fillipe Sampaio.

