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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eis o amor.

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Nessas tardes quentes de chuvas de verão o tempo parece estar corrido. Eu não sei se vocês já perceberam isso antes, mas é bem tedioso ficar em casa. Eu particularmente adoro. Um bom filme, pipoca, ou então sentar na varanda de casa e ver as nuvens brancas sendo pintadas de amarelo pelo tempo. Ou então, ver o pôr do sol do verão. Ele é bem mais vermelho ou laranja, e tem um teor de calmaria.

O que não falta no verão é inspiração para escrever. O único problema é que pra começar a imitar algo da realidade precisamos vivê-lo. E sinceramente é o que mais tenho feito nos últimos dias: viver.

Tá, eu sei... Vivo a cada instante, se não, não estaria aqui, assim, escrevendo pra vocês (ou pra mim mesmo) enfim [...]

O que eu vim falar aqui hoje? Bom, foi algo que eu ouvi ontem e que me deixou encabulado.

Os amantes são rídiculos por que amam. rs.

Mas afinal de contas, o que é o amor?


''Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;


É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;


É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?''


Engraçado como na teoria tudo se torna fácil. É como nas receitas escritas nos papéis de um livro de culinária, de preferência, ilustrado. Tudo sai tão lindo, as guloseimas parecem muito mais deliciosas do que na realidade; Mas o amor? O amor não imita a realidade. O amor é a realidade mais crua, nua e perversa que se pode existir. O amor não é a chama que arde sem se ver, o amor é o cego que acende a chama mesmo sem vê-la. O amor é a dor que se sente na ferida, e que dor! É a dor que mais parece cócegas no peito. É abrir os lábios e fechá-los e sem tocar outros lábios sentir o sabor d'outros. É a ciência que ninguém um dia vai distinguir, por que se distinguisse não seria mais o amor. E antes de fácil é simplesmente complicado, é o complicado que se torna simples e o simples que por tanto ser simplório, miniminalista e quieto, se torna terno, lúdico. É a ferida aberta, tão sensível quanto a pele; onde o calorzinho é mais quente e o frio torna-se quase insuportável, e estar com alguém não seria mais uma escolha, mas sim, uma necessidade. Eis o amor, que em palavras pouco se definiria, mas com o tanto de sentir jamais se confundiria.

Autor: Fillipe Sampaio.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

perfil;

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“Faz parte do meu show. Acredito que é o primeiro passo pra conhecê-lo, saber que tudo a sua volta torna se parte do seu show. Pinta o rosto de mil faces, mas sempre revela a que você imaginou. Motivo? Fazer você feliz. “Invento desculpas, vivo num 'clip' sem nexo, um pierrot retrocesso meio bossa nova e 'rock'n roll'.” Fantasias e realidade misturam confundindo a todos, as vezes até a si mesmo, mas não se preocupem, tudo na verdade é como um filme sem roteiros pré progamados, mas com certeza com doses em excesso deAlfred Hitchcock, lógico não falta a genialidade de Chapilin, lembrando ainda o bom humor de Woody Allen. Enfim é como um clássico, mas com muito recheio psicodélico, e como a musica move a sua vida, ela guia a forma de conduzi-la. É um delicioso musical de Baz Luhrmann ou mesmo de Stanley Donen. Sobre a música, essa é sim sua GRANDE PAIXÃO! Pra ser Fillipe a musica tem que esta presente em todos os momentos, de dor, de alegria, êxtase, tédio, tesão... Enfim, todos. Dizer quem ele é, é meio complicado, ops! Muito complicado! Ás vezes nem ele mesmo sabe! Mas com certeza saberá tornar seu dia mais feliz! Mas algumas coisas são constantes, apesar da roda que impulsiona a história nunca parar: é terno, sereno, carinhoso, ansioso, inquieto, sensível, atencioso! Como ele mesmo me disse, às vezes renasci assim como as fênix, portanto nada pra ele tem o padrão de ser fixo, ele esta em constante movimento. Tem sempre coragem de sonhar e não se importa de correr os riscos pra a realização de seus sonhos.”


By.: Keu

♫ e a música me faz funcionar ♪



''o que sai de mim vem do prazer;
de querer sentir o que eu não posso ter.
o que faz de mim ser o que sou;
é gostar de ir por onde ninguém for [...]''

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

incerto.


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Nos dias de pouca luz, quando o céu está nublado, dá vontade de deitar e assistir um filme com pipoca; jogar um baralho e beber uma bebida quente e ter alguma coisa pra fumar. São nesses dias que o tempo passa devagar, que a noite com sua melancolia nunca chega ou ela sempre esteve presente, pelo menos a melancolia. Já dizia um amigo meu: ' Mente vazia, oficina do Diabo'; E não existe nada mais certo do que isso. O dia nublado tem esse poder, esvaziar a mente. Quando não há nada do que fazer, nem mesmo frutas para se arrancar do pé, a melancolia toda conta. E nesse exato momento que tudo fica claro. Que todas as brechas se abrem e mostram suas portas douradas com maçanetas de bronze. Pensar demais é um erro, por que quando se pensa demais se questiona demais, e nunca se acha respostas exatas para tais questões. O problema, sem ser tão metafórico é que, quando as coisas são claras não percebemos o quanto elas são escuras, e quando paramos pra pensar, o óbivio toma conta e segue a insegurança.
Foi exatamente assim que eu me vi errando de novo. Ficar o dia inteiro sentado, ou dormindo, me faz mal. E no fim do dia, eu me questiono: ' O que será que realmente está acontecendo conosco ? '

É a certeza que me tranquiliza; que me traz a dor repentina e a paz eterna.
E a dúvida me mata.

Fillipe Sampaio.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O problema não é exatamente o passado em si, mas a forma que ele passou;
Tudo está mais claro agora, mais ainda do que nunca e quando a gente se pega passando pela quase mesma situação, a gente tem certeza que de fato nunca seria da mesma forma que antes.
Eu andei pensando nesses ultimos dias como seria sentir novamente algo novo. Inovado de fato.
O problema é que as melhores coisas nos pegam nos momentos totalmente inesperados. E é sempre assim, 'pá pum!' e já estamos desabando totalmente em algo indescritivel ( mas que um dia, mesmo que sem ser a mesma coisa ou o mesmo sentimento, já passamos ou 'achamos' que passamos ), e quase que da mesma forma que antes.
O fato é que, o passado se apaga quando se tem uma experiencia nova, e nada mais é elevante a nao ser aquele momento, aquela pessoa.
Enfim.
Perguntei pro meu pai se valeria a pena ser 'frio', olhar as coisas ao meu redor de uma forma neutra, imparcial. rs, eu sei que é meio complicado, por que, quando se está apaixonado, voce perde o senso do ridiculo, o senso do que é certo ou do que é errado. Sabe, voce nao sabe nunca se está fazendo realmente a coisa certa. Voce nao sabe quase nada, nao tem ne certeza do que realmente sente e acha que é a ultima coisa que vai sentir na vida. rs
O engraçado é que, por mais que ridiculo seja, voce acha sempre que aquela pessoa, a pessoa por quem voce esta apaixonado naquele momento, é de fato a pessoa da sua vida, o que pode ser, mas para razão e ciencia, depende de muita coisa.
Pra voce não. Se estamos apaixonados, por que nao tentar ficar juntos pra sempre ?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Jogar;

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Jogar palavras no papel é como jogar água num jardim morto.
Jogar pessoas nas nossas vidas é como um teste de evolução.
Jogar lágrimas no rosto é como lavar um carro sujo de poeira.
Jogar um corpo diante do outro é como acender fogo num vaso de alcool.
Jogar um olhar no outro é como colocar o gelo nas costas.
Jogar uma mão de encontro a outra é como receber uma promoção.
Jogar um sorriso no rosto é como beber um suco doce de acerola.
Jogar um lábio de encontro com outro é como se jogar do alto de um precipicio.
Jogar um amor diante de outro não é saber que o sempre sempre acaba, mas é acreditar que o sempre pode ser criado e recriado sempre quando for preciso, quando realmente se ama.

Fillipe Sampaio.

sábado, 9 de maio de 2009

- barco / farol

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Tem um tempo grande que eu não venho aqui. E já tava com um nó na garganta de tanto querer falar, escrever, dizer, desabafar. [...]





''O casual e seguro é assim. Uma noite escura, com o céu coberto de estrelas. Uma lua cheia e bem amarelada. Um mar manso, mas que pode ser atroz a qualquer momento. Um barco pequeno, inofensivo, vulnerável e um PORTO.

Um farol forte, um porto cheio de pedras, seguro, sereno e veroz. E o pequeno barco vai... Sendo guiado pela grande lamparina do farol. Ela lhe mostra o caminho, as coordenadas, a direção.

Mas ela pode se apagar, e o breu desce... É como o medo que cai sobre nossas costas, e faz o peito acelerar. O barco viaja então sem rumo, despercebido, pouco atento ao seu rumo. O barco tem medo. Medo da chuva que por ventura poderá surgir. Medo dos monstros marinhos, das águas mansas mas que podem se tornar ferozes. Medo até do próprio medo que o rodeia. Ele sabe, fecha os olhos e imagina a manhã que estar por vir. A luz do sol brilhará, incendiará todo o mar, suas madeiras, e o céu; afogentará os monstros, o medo. Ele sabe, ele tem esperança e espera ainda calado, vagando, tremendo.

Somos um barco. Sou um barco. Sou o barco. E felizmente, o mar ensina. [...]''



Autor: Fillipe Sampaio.